Posts de 2011

28

Sep

11

Drops de primavera

Tempinho sem postar aqui. Dias corridos, mas também de bons momentos offline.

Depois de anos sem fazer a trilha da praia de Naufragados, voltei lá há duas semanas com Laura e os meninos, Sônia, Neto e a meninada deles. Passeio maneiro, com direito a riachinhos pelo caminho, cerveja na praia e retorno de barco. A volta foi meio mexida porque pegamos vento Nordeste pela frente – tava quase um Cabo Horn manezinho. Acho que agora já tenho direito a uma argola na orelha esquerda.

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Domingão diliça na casa da Claudinha e do João na Costa da Lagoa, com os amigos queridos Magrão, Elô, Kátia e Maurício. Criançada (7 meninos e uma menina) passou o dia inteiro jogando bola e o tempo voou ligeiro pra todos.

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Nova parceria com Fernando Evangelista, Ju Kroeger e Chico Faganello, desta vez num projeto rápido de vídeo institucional, bem gostoso de fazer.

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No Rio, nasceu a Malu, filha da Renata e do Victor. Bonequinha linda, fofa, um encanto. E isso porque só conheço de foto, imagina quando eu puder pegar no colo e dar um cheiro.

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Dois amigos estiveram em Praga com poucos dias de diferença um do outro: Zé Dassilva e Anita Dutra. Antes de viajarem, dei algumas dicas e nisso terminei “viajando” junto. A capital tcheca é uma das cidades mais bonitas que já conheci e tenho belas lembranças de lá.

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Durante a Semana do Jornalismo da UFSC, tive o privilégio de conhecer umas figuras especiais: Natalia Viana, da recém-criada agência Pública de jornalismo; Ricardo Viel, ex-repórter da Folha de SP que se despedia pra uma temporada de estudo na Espanha, e Marino Mondek, estudante de Pedagogia e membro do DCE da UFSC. Todos juntos comendo pizza e dando risada na casa do Fernando e da Ju, com outras gentes boas.

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Feliz com a vitória da Chapa 2 na eleição pro Sindicato dos Jornalistas de SC. Mudança importante, depois de duas gestões que deixaram muito a desejar. No próximo sábado vai ser a festa da posse.

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Estou fazendo assessoria na campanha pra Reitoria da UFSC, junto com a moçada da Quorum Comunicação. Nosso candidato é o professor Dilvo Ristoff, homem de letras e de ação, bom administrador e aberto ao diálogo. É o tipo de trabalho que faço com prazer, pois vai além da dedicação profissional. Tenho convicção de que, se eleito, ele vai ser um excelente reitor, amigo da cultura e do resgate da autoestima da Universidade.

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Já temos amoras no quintal.

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19

Sep

11

O que é que a Tapera tem

Texto de Fernando Boppré publicado na coluna “Penso”, do Diário Catarinense, dia 3 de setembro.

Tapera tem sete tiros no meio da noite. O último a 1h09min da madrugada. Tapera não tem praça pública, parque, coisa alguma para criança brincar. Mas tem igreja de montão, padre e pastor que não acaba mais. Tapera tem mar calmo feito piscina, tem uma, duas ilhas bem bonitas para a gente nadar até lá. Tapera não tem ônibus “amarelinho”, não tem livraria, não tem Tay Cosméticos. Mas é repleta de bem-te-vis mais que vaidosos que se debatem contra os vidros dos carros e das janelas das casas vendo a si próprios num espelho inventado. Tapera não está nos planos das administrações públicas, mas está no Dicionário Aurélio e quer dizer “choça”, “lugar abandonado”. Quem sabe, os governantes conhecem o verbete e decidiram segui-lo a risca. Lá se está para além do abandono, aquém do arrabalde. Tapera está cheia de lajes por construir, abarrotada de pernilongos e águas paradas. Tapera tem gente branca, preta, média com leite (mais o japonês da farmácia) que insiste em ir trabalhar às 5h30min da manhã nas obras e casas de família de toda a cidade. Mas também tem gente outra que trabalha sem nota fiscal, sem carteira assinada, porque vender pó e fumo é operação rápida e rende muito mais do que qualquer trabalho besta (e nem é preciso pegar ônibus lotado e pagar absurdos R$ 3 pela passagem). Museu do nada, cinema marginal, teatro do absurdo, cultura por lá é utopia fora de propósito; ainda assim se faz de tudo porque arte maior é aquela que inventa modo digno de se viver com o pouco que se tem. Tapera é Rua do Juca, o Pedregal, a Barreira e há alguns anos um pedaço de terra sem escritura podia ser comprado por menos de mil reais. Tapera abriga carijós sepultados à beira-mar e homens desempregados que podem pagar suas contas na lotérica que acabou de abrir logo ali. Tapera tem candomblé, umbanda e gente de fé. Tapera tem barbeiro, sorveteria e loja de 1,99. Tem Hot-Dog e X-Camarão delivery. Tapera tem caminhão de lixo que desengatou a marcha, arrancou bruscamente e esmagou o trabalhador da Comcap num muro branco, num sábado de manhã. Por alguns dias, o muro fez-se salpicado de vermelho e a família enlutada ainda hoje veste preto. Morreu sem querer assim como o menino que jogava futebol no campo improvisado e esbarrou na trave que caiu sobre si a rachar-lhe a cabeça. Tapera tem céu cortado por pipas. Tem jogo de futebol em campo de terra, lances geniais que não passam ao vivo no SportTV, brigas homéricas que não chegam aos ringues oficiais. Tapera tem boteco de montão só que lá ninguém aceita Visa. Tem academia de musculação sempre cheia. As ruas não têm calçadas e os pedestres desfilam junto à pista de rodagem disputando espaço com os ônibus verdes alucinados. Tapera tem lajotas que, após a chuva, dançam sobre o mangue. E quando chove um pouco mais, tem inundações que, por sinal, são as únicas certezas por lá, ao contrário dos políticos, que só aparecem de dois em dois anos. Na Tapera, tempos atrás, havia toque de recolher, quando depois do horário noturno estipulado, nem a polícia, nem os bandidos se responsabilizavam pelos civis. Tapera tinha pizzaria, mas hoje lê-se: “Aluga-se quartos”. Quem não gosta de dizer que mora na Tapera, diz que tem casa no Ribeirão. A Tapera não dá “bom-dia” nem “boa-noite”, ela dorme cansada entre ruídos de televisão. A Tapera tem a Rua da Esperança (como em Yellow Submarine, dos Beatles) ainda que poucos acreditem nesta palavra por lá.

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16

Sep

11

Sexta de poesia

Delmar Gularte em tarde inspirada. Eu li como um rap, mas também pode dar samba…

Tem muita coisa fora do lugar/Muita gente no lugar errado/Já confundo bandido com soldado/Onde é que meu bueiro vai parar/Desgoverva o descarilado/Pega fogo o Corpo de Bombeiros/Roubaram até o delegado/Meteram a mão no meu dinheiro/Tomo dura da mílicia/Dou a cara a tabefe/Ligo pra polícia/Cai na CBF/Agora vem a FIFA/Aguenta o tranco/Sobra colarinho branco/Na tulipa/Sei lá o que vai acontecer/Não quero te ver baleado/Só não me perca o rebolado/Nem vem de cara me dizer:/Tá é com Desculpa Pra Beber/

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07

Sep

11

Baleia encalhada no Pântano do Sul

Esse filhote de baleia franca encalhou hoje às 5h30 na praia do Pântano do Sul, em Floripa. Pescadores e bombeiros amarraram uma corda em torno dela pra tentar rebocá-la, mas até o início da tarde não haviam conseguido. Esperam a maré subir pra tentar novamente.

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05

Sep

11

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04

Sep

11

Miguelice da meditação

- Mãe, você esvazia a cabeça dos pensamentos quando tá meditando?

- Sim.

- Então você deixa de pensar na gente?!

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04

Sep

11

Bruniteza da meditação

Bruno me pergunta: – Pai, o que é meditar?

Respondo meio toscamente: – É prestar atenção na respiração, esvaziar os pensamentos da cabeça…

- Vou ali meditar – diz. Vai pro quarto dele e volta um minuto depois.

- Já meditou?

- Já. Foi rápido, eu só tinha um pensamento.

- Qual?

- Uma luva de goleiro.

- Você não quer mais a luva?

- Quero. Vou botar de novo o pensamento na cabeça, pra lembrar do que vou pedir no dia das crianças.

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02

Sep

11

E porque hoje é sexta e amanhã é sábado

Rede 6

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02

Sep

11

Barquinho na lagoa

Atracadouro de barcos de transporte coletivo na Lagoa da Conceição, Floripa.

Fotinho pra fechar a sexta-feira.

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30

Aug

11

Baleias na neblina

Ontem à tarde dei uma passadinha na praia do Campeche pra ver o mar. Assim que cheguei, baita surpresa: duas baleias! A mãe nadando um pouco mais afastada e o filhote bem próximo, a pouco mais de cem metros da areia. Minhas fotos não saíram lá essas coisas, mas passei uma hora de pura emoção.

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