Posts de 2008

02

Apr

08

Sabiá da Mata – Turdus fumigatus

Grazie Ayres Marques.

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02

Apr

08

De cronistas e passarinhos

Tou lendo 200 crônicas escolhidas – as melhores de Rubem Braga. Um encanto. Bonito e simples como um passarinho. Relatos cotidianos com toques de humor, lirismo, amor pelas pessoas e pela vida. Se alguém o descobrir depois de me ler aqui, vou considerar um presente.
~
Braga e Quintana são os grandes cronistas de passarinhos. Coincidência ou não, gosto muito dos dois. Jamais em gaiolas.
~
Vai um canto de sabiá-laranjeira aí? Cortesia do amigo Ayres Marques, que das lonjuras da Itália continua ligadão no Brasil.

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02

Apr

08

Bottom de marketing, a saga continua

Harry Plotter – soluções em comunicação visual (dica do Mauro Martini).

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02

Apr

08

Une bière, s’il vous plait!

Serviço de utilidade pública da revista Papo de Homem: como pedir cerveja em 50 idiomas.

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31

Mar

08

Do dicionovário do Millôr

BARCILO: Bactéria encontrada no bar.
CÔNEGRO: Eclesiástico de cor.
INAUGORAÇÃO: Estréia que não houve.
VILTóRIA: Vencer uma luta mesquinha.
SERVANTE: Servente com mania de ler o Dom Quixote.
CEDOÇÃO: Atrair sensualmente às primeiras horas do dia.
BOICEJO: Demonstração de tédio por parte do marido de dona vaca.
CENSOALIDADE: Estatística da volúpia.

Peguei aqui.

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31

Mar

08

Brunitezas: papo de gato

Bruno, em contagem regressiva pra completar dois anos, senta no chão e conversa com o gato na área de serviço:

- Quer ração, querido? óia, dois ração. Dois, quatro… Quer experimentar?

Aí pega um copinho plástico e despeja ração na cabeça do Branquito.

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30

Mar

08

Tempo tempo tempo tempo

Caiu o primeiro dente do Miguel, aos cinco anos e quatro meses. Papai e mamãe corujas, impressionados de ver como o tempo voa, enchemos ele de beijo e abraço.

Eu sugeri jogar no telhado, como fiz com meu primeiro que caiu. Mas o dente terminou indo pra caixinha de tesouros.

Bruno abriu a boca e mostrou os próprios dentes – também quer ficar banguelinha, ora, afinal já tem quase dois anos.
~
A música me veio quando peguei na mão aquele dentinho de leite do menino lindo. É uma das obras-primas de Caetano. E olha só o que encontrei no mei da letra: o Migo tá lá!

Oração ao Tempo

(Caetano Veloso)

És um senhor tão bonito quanto a cara do meu filho
Tempo Tempo Tempo Tempo, vou te fazer um pedido
Tempo Tempo Tempo Tempo
Compositor de destinos, tambor de todos os ritmos
Tempo Tempo Tempo Tempo entro num acordo contigo
Tempo Tempo Tempo Tempo
Por seres tão inventivo e pareceres contínuo
Tempo Tempo Tempo Tempo és um dos deuses mais lindos
Tempo Tempo Tempo Tempo
Que sejas ainda mais vivo no som do meu estribilho
Tempo Tempo Tempo Tempo ouve bem o que te digo
Tempo Tempo Tempo Tempo
Peço-te o prazer legítimo e o movimento preciso
Tempo Tempo Tempo Tempo quando o tempo for propício
Tempo Tempo Tempo Tempo
De modo que o meu espírito ganhe um brilho definido
Tempo Tempo Tempo Tempo e eu espalhe benefícios
Tempo Tempo Tempo Tempo
O que usaremos pra isso fica guardado em sigilo
Tempo Tempo Tempo Tempo apenas contigo e migo
Tempo Tempo Tempo Tempo
E quando eu tiver saído para fora do círculo
Tempo Tempo Tempo Tempo não serei nem terás sido
Tempo Tempo Tempo Tempo
Ainda assim acredito ser possível reunirmo-nos
Tempo Tempo Tempo Tempo num outro nível de vínculo
Tempo Tempo Tempo Tempo
Portanto peço-te aquilo e te ofereço elogios
Tempo Tempo Tempo Tempo nas rimas do meu estilo
Tempo Tempo Tempo Tempo

[Tks MPBnet e Liciamhf]

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30

Mar

08

Conversa na redação

De Marcelo de Andrade (É triste viver de humor):

Foca: – Chefe, a fonte quer cobrar pela entrevista exclusiva. O que digo a ele?
Editor: – Diga que não pagaremos, pois essa prática avilta um dos mandamentos do jornalismo.
Foca: – E que mandamento é esse, chefe?
Editor: – O da mais valia. Nosso papel é revender como notícia as informações que obtemos gratuitamente.

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28

Mar

08

Maravilhas da História: uma gravação de 1860

Esta é a mais antiga gravação em voz conhecida. Historiadores de registros sonoros encontraram um fragmento de dez segundos, datado de 1860, em que uma pessoa canta “au clair de la lune, Pierrot repondit” (“à luz da Lua, Pierrô respondeu”). “A gravação foi realizada em 9 de abril de 1860 pelo inventor parisiense Edouard-Leon Scott de Martinville, em um aparelho que ele chamou de ‘fonautógrafo’, que gravava ondas sonoras em uma folha de papel escurecida pela fumaça de uma lâmpada a óleo”, diz matéria da Folha de SP. O registro foi feito 17 anos antes de Thomas Edison inventar o fonógrafo.

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28

Mar

08

Os provedores de asas

Bonita despedida de um amigo do jornalista Sérgio de Souza – editor da revista Caros Amigos -, que morreu no dia 25.

(…) Sem essa do “descanse em paz”. Ele era calmo e tranqüilo. Mas por dentro um vulcão. Porém sempre sereno. Gente como ele finge que morre, mas deixa suas extensões. Que se libertam e assumem vôos próprios, imaginários ou reais. Sérgio de Souza, mais que o jornalista, foi o provedor de asas, o cara que veio e disse: vai em frente. Abriu caminhos e ensinou os atalhos para vencer as veredas (…)
JÚLIO CHIAVENATO

[via Fernando Evangelista]
~
Não consigo deixar de lembrar do meu sogro ao ler essas palavras. Augusto Tuyama também foi um provedor de asas. Um mestre que chamava os outros de mestre – tava sempre aprendendo enquanto nos ensinava com o exemplo. Tem dias que a presença da ausência bate forte. Fico lembrando o assobio de duas notas que anunciava a sua chegada pra tomar um cafezinho no meio da tarde. Imagino o que ele diria da grama esmeralda que escolhemos pro jardim – o fornecedor, do município de Antônio Carlos, nos foi indicado por ele. Quais seriam seus comentários sobre a ciclovia que estão construindo no Campeche, a chegada do outono e do inverno (“me disseram que aqui fazia frio, mas ainda não vi”, disse no inverno passado), o noticiário político na tevê (“sem Lula o Brasil estaria pior”), o conserto de algum equipamento elétrico ou hidráulico (“noventa por cento é pensamento lógico, dez por cento é técnica”), a árvore nim que deu uma esticada no verão, os meninos que estão esticando todo dia… (“eu gosto tanto do vô, e você?”). É bem como disse a Ana no comentário sobre a andiroba. Quando vejo as obras dele, fico cheio de saudade e de orgulho.

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