03
Sep08
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Sep08
Blip, a nova febre entre as redes sociais
Num dia em que muito se falou do novo navegador da Google, o Chrome, eu o deixei passar em branco – ainda nem consegui aprender direito todos os recursos do ótimo Firefox 3.0 e tou satisfeito com ele. Em compensação, com umas poucas fuçadas viciei na blip.fm, ferramenta colaborativa em que você é seu próprio DJ. É mais ou menos como no twitter, com a diferença que você faz buscas em músicas, escuta, comenta e compartilha com os contatos. Pode também dar “props”, menções honrosas pros seus DJs preferidos, e recebê-las de seus ouvintes. Gostei pelo jeito simples e intuitivo de favorecer a sinestesia. Associar música a impressões, sentimentos e lembranças é mais que uma brincadeira divertida. É um mergulho de cabeça no que fomos, somos e vamos ser.
02
Sep08
01
Sep08
Amigo, não espere convite
Este post é especialmente dedicado aos amigos. Velhos, novos, novíssimos e os que virão.
Visita inesperada e prazerosa aqui em casa neste domingo, com longo papo regado a vinho tinto e pipoca: Silvio Ligeirinho e sua mulher Ana, paraibana gente finíssima que, como este pernambucano, veio parar em terras sulinas e está aqui há anos. Inevitável a conversa sobre semelhanças e diferenças culturais entre Nordeste e Sul. Falamos da hospitalidade e minha identificação com ela foi instantânea. Tanto Ana como eu lembramos que, nas nossas famílias, é hábito receber as pessoas sem essa formalidade de agendar visita com antecedência. Os chegados simplesmente vão chegando, improvisa-se a comida, busca-se mais bebida se preciso. Lembro que em minha infância e adolescência a família abrigou diversos agregados, às vezes por meses ou anos. Em ocasiões especiais já tivemos 15 ou 20 hóspedes simultâneos, sempre motivo de festa e risadas. Aos meus olhos de criança essa coisa de acolher e ser acolhido pelos amigos, e amigos dos amigos, sempre foi natural. Cresci vivenciando isso.
Quando vim morar no Sul, esse foi um dos maiores choques culturais que tive. Aqui as pessoas, mesmo quando se conhecem há anos, esperam convite pra se visitarem. É raro ligar pra dizer “posso ir aí?” ou “estou indo na sua casa daqui a pouco, tudo bem?”. Mais raro ainda aparecer sem aviso. Aliás isso chega a ser considerado uma indelicadeza. Não comento isso pra julgar o que é certo e o que é errado, é só uma constatação: no Nordeste somos muito mais abertos ao contato com a diversidade, com as experiências inesperadas de conviver. Com todos os riscos inerentes a essa maneira de ser. Se a gente pensar bem, a vida é um risco em si mesma. Estar aberto ao contato com outros mundos humanos oferece um potencial riquíssimo de crescimento. Até entendo o hábito de telefonar antes: pode poupar uma viagem em vão se a pessoa tiver saído. Mas esperar convite ainda me parece um tanto estranho. É uma das coisas que mais sinto falta em meus 22 anos no Sul. Tenho amigos maravilhosos aqui, e alguns talvez estejam esperando até hoje que eu os convide – enquanto eu estou esperando que apareçam de improviso, trazendo risadas, vinho e música pros nossos sábados e domingos, e por que não, segundas-feiras.
E se você telefonar e eu estiver ocupado ou sem pique pra ver ninguém, vou lhe pedir pra gente se ver outro dia, na boa. Simples assim.
01
Sep08
Bossa Nova em Floripa
Recebi e reproduzo, sem tirar nem pôr, o toque pro show da Julie no dia 12:
Depois de uma temporada de sucesso no Teatro da Ubro, com quatro noites lotadas em abril e maio deste ano, Julie Philippe e Luiz Zago fazem agora no Teatro Álvaro de Carvalho a última apresentação do ano do show 50 Anos da Bossa Nova.Julie, 20 anos, na voz e Zago, 26 anos, no piano, prepararam uma nova versão do show, com mais músicas e convidados.
A pesquisa conduzida pelos dois tem releituras muito próprias de clássicos de Tom Jobim (Wave, Garota de Ipanema, Chega de saudade), Vinicius de Moraes (Insensatez) e Carlos Lyra (Lobo bobo, Você e eu), ao lado de pérolas raras de outros gênios da Bossa, como Newton Mendonça, Roberto Menescal e o catarinense Luiz Henrique Rosa.
O retrato traçado pelos dois jovens demonstra nas próprias canções do período as influências da música erudita, do blues, do jazz e do samba. O violonista e cantor Luiz Meira, e a maestrina e flautista Mirian Moritz vão fazer uma participação especial no show.
Data: 12 de setembro (sexta-feira)
Ingresso: R$ 20,00 inteira e R$ 10,00 meia.
Local: Teatro Álvaro de Carvalho (TAC) – Rua Marechal Guilherme, 26 – Centro.
Venda antecipada no TAC: a partir do dia 1/9.
Horário: a partir das 21h.
Informações: 3028 8070
31
Aug08
Blog Day

Hoje é 31 de agosto, o Blog Day. Minhas cinco indicações:
- Vida de Frila, de Maurício Oliveira, sobre o seu cotidiano de jornalista freelancer e suas andanças por esse Brasilzão. Texto e humor de primeira.
- Bounteous Clefage. Blog do músico Tony Clef, de Massachussetts, USA. Grande violonista, com arranjos geniais dos Beatles e bossa nova. Confira no youtube o nick troubleclef.
- Mickey Feio. Blog coletivo com colaborações dos leitores. Cada Mickey mais horroroso que o outro.
- Ilhado. Blog do amigo e vizinho de bairro Jorge Moreira, marido da Kaká, ambos figuras raras. Ei, Jorge, faz quatro meses que você não atualiza!
- Ana Tuyama. Grande talento nas artes manuais. De Rondônia pro mundo.
As instruções pra participar:
- Encontre cinco blogs que você ache interessantes.
- Informe esses blogueiros que você os está recomendando como parte do BlogDay 2008.
- Escreva uma descrição resumida de cada um e dê links pros blogs recomendados.
- Publique um post no BlogDay (31 de agosto) e
- Adicione uma tag BlogDay usando este link: http://technorati.com/tag/BlogDay2008 e dê um link para o saite BlogDay: http://www.blogday.org
27
Aug08
27
Aug08
Troféu Especial de Imprensa ONU
Há uns dias eu comentei aqui que o Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio de Janeiro) vai conceder em 27 de outubro o Troféu Especial de Imprensa ONU, como parte das comemorações pelos 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Todos os profissionais de comunicação que já ganharam o Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos podem votar em até cinco jornalistas (e podem ser votados) pra concorrer ao troféu, que vai ser concedido uma única vez. Escolha difícil, pois a lista está cheia de feras. Meu voto foi para:
- Ângela Bastos, do Diário Catarinense, por sua brilhante cobertura na área dos direitos da infância.
- Fernando Evangelista, correspondente de guerra, atento observador de conflitos urbanos e fundiários, atualmente professor da Estácio/SC.
- Marques Casara, grande repórter investigativo de pautas como exploração sexual de crianças e adolescentes, trabalho infantil e escravo.
- Eliane Brum, da Época, autora de belas reportagens sobre conflitos de terra na Amazônia, o mundo do garimpo e outras.
- Caco Barcellos, por sua contribuição contra a violência policial (com o clássico “Rota 66″) e na formação de “focas” – jornalistas em início de carreira.
27
Aug08
26
Aug08











