16
Sep08
Dizer e calar
À moda da Ana Paula e suas Certezas biodegradáveis, aí vão algumas Confessions to the keyboard:
Eu já…
- fiquei calado quando devia ter falado;
- falei demais quando devia ter fechado a matraca;
- disse o que queria na hora certa, mas não como devia;
- disse a frase perfeita, mas só duas horas depois, sozinho;
- fiquei em silêncio no instante exato, mas não resisti… e ri.
16
Sep08
Recuerdos de Bolívia
Há músicas que nos transportam no tempo e no espaço. Esta primeira me faz rever a gente simples e altiva da Bolívia, as paisagens de montanha, de uma beleza intensa como em poucos lugares encontrei. A segunda, dos mesmos músicos, eu não conhecia. Serendipity.
15
Sep08
7a. Semana do Jornalismo
Começou hoje e vai até dia 19 a 7a. Semana do Jornalismo da UFSC. A programação tem filmes (Edifício Master de Eduardo Coutinho, O homem Urso de Werner Herzog, Janela da Alma de Walter Carvalho e João Jardim…), minicusrsos e palestras com vários profissionais, entre eles Marcelo Tas, Cremilda Medina, Arthur Dapieve… Programação completa aqui.
12
Sep08
Blip.fm e microcontos musicados
A rede social de música blip.fm é a grande sensação do momento entre meus contatos internéticos. Fui apresentado ao brinquedinho novo há poucos dias e me amarrei. Ao fazer uma busca por palavra-chave de canção ou autor/intérprete, a ferramenta toca a música e você pode comentá-la, criando sua própria “estação de rádio”. Também pode ouvir as seleções que seus contatos estão fazendo e elogiá-los com “props”, espécie de reconhecimentos positivos.
O Alexandre Coluna Extra Gonçalves, ligeiro que só, imaginou várias aplicações possíveis pra essa ferramenta que à primeira clicada parece um divertimento inútil (ah, como são deliciosos os divertimentos inúteis…). Hoje ele publicou mais uma idéia, sugerida pelo Diógenes Fischer. Aí compartilhei uma experiência que fiz nesta manhã: publicar microcontos musicados, em que as músicas têm vínculo com o conteúdo ou o clima da narrativa.
Alexandre foi adiante. Escreveu um p.s. sobre isso e testou o embed do blip.fm, publicando em seu blog um microconto meu musicado por Gilberto Gil – minha escolha da música foi por causa do “tempo” que tá na micronarrativa, mas veio a calhar, porque Gil tem tudo a ver com as idéias de copyleft, creative commons, combinações sinestéticas. Aí vai o meu teste, com mais um baiano (clique no play para ouvir).
(Repetindo a dica do Alexandre: para “pegar” o código embed de uma música é só clicar em “posted on…” – abaixo do nome da música. Será aberta uma página só com a música e com o código embed disponível.)
12
Sep08
Oficina de Conto, primeiro dia
Ontem foi o primeiro dia da Oficina de Conto que a Academia Catarinense de Letras está promovendo no Centro Integrado de Cultura. Achei o formato meio cansativo – a tradicional fórmula de longas exposições, seguidas de debate rápido, que termina rendendo menos do que poderia. Mas sempre se aprende e se revê. O professor Lauro Junkes falou sobre o enredo. A importância do conflito pra mover a história, a tensão que se projeta no leitor. A montagem de ações que forma a sintaxe narrativa. Os princípios de unidade artística: concatenação, verossimilhança, coerência, necessidade. As funções do espaço e da atmosfera na ficção. Cada tópico desses renderia dias inteiros de conversa. Falou também sobre a diluição das fronteiras rígidas entre as diferentes formas de expressão literária: crônica, conto, poema, novela, romance. E fez uma recomendação óbvia, mas muitas vezes esquecida pelos aspirantes a contista: ler os mestres, ler muito. E praticar.
Em seguida os escritores Silveira de Souza e João Nicolau Carvalho falaram sobre seus processos de criação. Gostei especialmente da apresentação de Silveira de Souza, um velhinho simpático e tímido que escreve relatos muito bons. Consultando anotações no papel, ele nos levou ao túnel do tempo de suas memórias de criança, quando descobriu o encantamento da leitura nas obras de Monteiro Lobato, Júlio Verne e depois, Maupassant, Poe, Flaubert, Machado de Assis, Chekov. Lembrou da mesa em que se reunia à noite com os pais e as irmãs pra leituras em voz alta. Contou que dá bastante importância ao ritmo e costuma se inspirar em outras formas de expressão artística, como a música e a pintura. Recordou-nos do ensinamento de Poe, que aponta três características importantes para o conto:
- A narrativa deve provocar no leitor um efeito pré-determinado.
- Deve-se excluir tudo o que não contribui para tal efeito.
- A narrativa deve ser curta, mas não a ponto de impedir que se atinja tal efeito.
João Nicolau Carvalho contou da influência que as histórias familiares tem sobre sua obra, em especial de seu trisavô e seu bisavô longevos. Recordou os tempos de estudante no sul de Santa Catarina e também os de jornalista no Rio de Janeiro, quando, inspirando-se em ícones como Hemingway, aprendeu a limar os excessos no texto. Disse que alguns contos seus surgiram de matérias jornalísticas recusadas pelos editores. Que escreve bem devagar e que perdeu dezenas de contos na famosa enchente que arrasou Tubarão na década de 70. Comentou sobre seu flerte com o realismo fantástico, questionando o cânone da verossimilhança. Sobre seu estilo de trabalho, contou que não faz esquemas antes de começar a construir uma narrativa. Em geral parte de um insight, escreve a história inteira e a guarda na gaveta por alguns meses. Depois retoma o texto e o vai esmerilhando aos poucos até ficar pronto.
p.s.: Ontem fiz um exercício de microconto, mas não sei se me atrevo a mostrá-lo aos acadêmicos. Talvez comentem que “é uma boa idéia a ser desenvolvida”… Enquanto pensam “que sujeito mandrião”. Provavelmente têm razão nos dois pontos
p.s.2: Falar em mandrião, veja que bela crônica da Regininha!
12
Sep08
Água que passarim não bebe
Você bebe água em Floripa? Então vale ler o que Cesar Valente escreve hoje em seu blog De Olho na Capital. Trecho:
(…)
A Casan explicou ao MPE por que os níveis de alumínio estão altos. Leiam, por favor, em voz alta e segurem os queixos, para que não caiam no chão:
“Os representantes da Casan presentes na reunião explicaram que está ocorrendo extração irregular de areia às margens do Rio Cubatão, que abastece a Grande Florianópolis. A irregularidade aumenta a turbidez e dificulta o tratamento, o que levou a companhia, em agosto, a adicionar maior quantidade de sulfato de alumínio, utilizado como coagulante no tratamento da água. Além disso, a companhia explicou que dois dos 12 filtros usados no tratamento da água estão danificados, e que sua recuperação levará três meses.”
Pegaram o sentido da coisa? Se não fosse um chato aí de um condomínio ficar insistindo que havia alguma coisa errada na água, se não tivesse sido acionado o MPE, a Casan continuaria, literalmente, tapando o alumínio com a peneira.
(…)
12
Sep08
11
Sep08
Recordação de 11 de setembro
No primeiro avião, achou que era filme. No segundo, que era reprise. No terceiro, que começara a terceira guerra. No quarto, se enrodilhou no escuro. E não achou mais nada.
11
Sep08
Certezas Biodegradáveis
Eba! Depois de muito relutar, a Ana Paula Lückman criou seu blog, Certezas Biodegradáveis. E nada de linha temática. A intenção dela é escrever em tom “despretensioso, solto e relaxado”. E como tamos precisando disso… Presentão pros leitores, Ana!
http://analuckman.blogspot.com
11
Sep08







