08
Jan07
Sexo, censura e videotape
O caso da perseguida tá virando perseguição. Desde sábado a Brasil Telecom bloqueia o acesso dos usuários de internet ao youtube, atendendo decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo. A justiça acatou pedido do advogado de Daniela Cicarelli pra bloquear acesso ao polêmico vídeo da modelo transando na praia. A BT alegou não ter condições técnicas de bloquear só o motivo da celeuma. Então adotou o método chinês e barrou o saite inteiro com milhões de outros vídeos. Medida inócua, aliás, porque a relada ao ar livre se espalhou pela web. Também já circulam e-mails ensinando como driblar a censura ao portal. Afinal, o que o vídeo da minha cadela brincando com meu gato tem a ver com isso?
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9.1
Update 1: Começou o boicote à modelo e também à MTV, onde ela trabalha.
Update 2: O juiz mandou desbloquear o youtube.
08
Jan07
08
Jan07
Túnel do tempo: 6 de dezembro de 2002
Argumento de um conto
Inverno rigoroso, escala de vôo numa capital do Leste Europeu. O avião não pode decolar por causa da neve. A contragosto, os passageiros precisam esperar e são levados a um hotel, pago pela companhia aérea. O homem aproveita para lembrar da família, mulher e filho pequeno que estão em Montevidéu. No dia seguinte, vai ao aeroporto e tenta embarcar, mas a tempestade de neve continua forte. Retorna ao hotel. A noite transcorre parecida com a anterior: banho, jantar e cama. De manhã cedo ele tenta mais uma vez. Novo adiamento. A rotina se repete, como num limbo. Na manhã seguinte ele retorna ao aeroporto e finalmente o informam que seu vôo vai partir. No saguão, fica próximo de um casal de adolescentes de seus 17 anos e escuta a conversa deles. Aparentemente, conheceram-se na viagem e se sentem atraídos um pelo outro. Contam suas vidas. O rapaz diz que é uruguaio e comenta: “Neste mesmo aeroporto, há muitos anos, meu pai morreu de acidente aéreo durante uma tempestade de neve”. O homem olha bem para o rosto do rapaz e toma um susto: é seu próprio filho!
O autor do conto (que é bem melhor que meu resumo) é Mário Benedetti, grande poeta e dramaturgo uruguaio. Li há seis anos, durante uma longa viagem de ônibus à Patagônia, e fiquei bastante impressionado.
06
Jan07
There´s no shelf
(…) One reason Google was adopted so quickly when it came along is that Google understood there is no shelf, and that there is no file system. Google can decide what goes with what after hearing from the user, rather than trying to predict in advance what it is you need to know. (…)

Somente links (não há sistema de arquivos)
Bom artigo sobre o novo paradigma de organização de informações. Saem de campo os mapas hierárquicos, entram com tudo os links e tags. Não por acaso, a maneira Yahoo de organizar arquivos por diretórios foi logo sucedida pelo modo Google. “Não há mais estante”. Isso interessa não só aos bibliotecários. Tem tudo a ver com colaboração, inteligência coletiva e modos mais produtivos de construir conhecimento.
Ontology is Overrated: Categories, Links, and Tags.
Clay Shirky
06
Jan07
05
Jan07
Fotografia: entrevista com Tatiana Cardeal

“Sometimes I call my photography “social photography,” not only because of the social documentation issues, but because of the consequences and possible social changes that evolve from this use of communication. It happens on different levels; my photos can be interpreted as a denunciation, a call for action, a protest, a petition, a campaign, or just as educational information. But the intention of my projects, and probably the most important aspect of what I seek, is focused on social development by opening minds, hearts and eyes and sensitize them to social inequalities and human spirituality”.
Sou fã da Tatiana Cardeal e me sinto honrado em ser seu amigo. Gente boníssima, de grande sensibilidade, ela coloca a alma em tudo o que faz. E assim tem feito com a fotografia social, à qual se dedica desde 2003, em especial documentando os indígenas brasileiros – já mostrei várias fotos dela aqui. Nesta ótima entrevista (em inglês) ao site Living in Peru, Tati conta sobre seus projetos, motivações e experiências.
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I´m a fan of Tatiana Cardeal, and honoured to be her friend. Excellent person, gifted with great sensibility, she puts her soul in everything she does. So she´s been doing with social photography, her métier since 2003, with enphasis in documenting Brazilian indigenous people – I´ve shown some of her pictures here. In this nice interview (in English) to the site Living in Peru, Tati tells about her projects, motivations and experiences.
05
Jan07
A espuma dos dias
O título deste post é pra eu não esquecer que preciso devolver o livro de Bóris Vian pro Dorva. Foto na face leste da Ilha do Campeche, Floripa, no último dia de 2006.
04
Jan07
O que as crianças vêem elas fazem
A ong australiana Napcam lançou uma linda campanha pelo bom exemplo dos adultos em relação às crianças. O vídeo Children see, children do, de um minuto e meio, pode ser visto aqui.
03
Jan07
Catálogo de livros
Librarything.com é uma ferramenta online onde você pode catalogar os seus livros, escrever comentários ou resenhas, dar ranking e trocar informações com outras pessoas que têm gostos parecidos. Muito legal! Já incluí uns vinte e poucos livros que li – boa parte, ausentes da minha estante. Eles aparecem por palavra-chave numa tagcloud aí do lado (LIDOS).
[dica da Carol]
03
Jan07
Nove meses, semana 1
Hoje Bruno completa nove meses. Come bem, ensaia as primeiras engatinhadas e de vez em quando ganha umas marcas de aprendizado – há poucos dias caiu de cara no chão e arranhou o nariz. Ele é bastante afetivo com a gente, adora o irmão e dá muita gargalhada. Quando vê algum estranho, às vezes chora. Muito curioso, pega tudo e leva pra boca, o que exige da gente um cuidado redobrado com os objetos perigosos. Semana passada tava num tapete no jardim e comeu terra preta. Outro dia puxou o rabo do gato, que por sorte é muito manso. Babycenter conta mais sobre essa fase:
Your baby may be the most sociable young creature around – until somebody unfamiliar comes near. Many babies this age have begun to show signs of fear or shyness around strangers. Some even start withdrawing from familiar relatives and friends, and want to be close to no one but you. This phase can be so brief you barely notice it, or it may last for months, depending on your child’s temperament.Help your baby learn to be comfortable in the company of strangers by increasing her exposure to people she doesn’t know. Caution these folks not to inject themselves into her space too forcefully: They’re apt to be better accepted if they proceed slowly, not even seeming to pay her too much attention at first. Then they can smile at your baby from a distance or offer an interesting toy, while she is seated in the familiar safe harbor of your lap. As your baby becomes accustomed to a stranger’s presence, she may very well warm up and start acting like her usual charming self again.












