Posts de 2007

07

Feb

07

Família

Augusto, Miguel, Laura e Amanda. Três gerações de Tuyama tomando banho na Lagoa da Conceição, em Floripa. Clique na foto pra ver ampliada.

Bookmark and Share


07

Feb

07

Sabonetes, comunicação e monopólio

“Na região Sul do Brasil, que abrange três estados, um único grupo, o RBS, possui mais de 40 empresas de comunicação, fatura 1 bilhão de reais por ano e tem o domínio de virtualmente 80% da audiência de rádio e de TV e da circulação dos jornais…. enquanto uma fábrica de sabonetes, pelas leis antimonopolistas, não pode ter mais de 40% do mercado, as empresas de comunicação de massa, cruciais na formação da democracia no Brasil, violam tranquilamente a lei e chegam a altas concentrações de mercado”.

Bernardo Kucinski, em seus “ensaios sobre o colapso da razão ética”, apontando os 10 paradoxos do jornalismo. O sexto paradoxo trata da concentração monopolista dos meios de comunicação no Brasil. [tks Casara]. Ele escreveu isso antes da compra do jornal A Notícia.
~
Salsichas, jornais e tevê: se você souber como são feitos…

Bookmark and Share


07

Feb

07

Barquinho na Lagoa (2)


Barquinho na Lagoa (2), originally uploaded by dveras.

Bookmark and Share


07

Feb

07

Filosofia e felicidade


(…)
ÉPOCA – O senhor associa a felicidade à sabedoria. Os ingênuos e os ignorantes seriam então condenados a ser infelizes? Há quem diga que saber demais pode nos levar à angústia ou a um sentimento de impotência.

Comte-Sponville - Existem imbecis felizes e gênios infelizes. Mas a sabedoria é algo distinto da genialidade. Tampouco tem a ver com desatino ou tolice. A sabedoria é, sim, um certo tipo de felicidade. Mas nada tem a ver com a felicidade ilusória, conseguida por drogas ou pela ignorância. A sabedoria é a felicidade dentro da verdade. É o máximo de felicidade associado ao máximo de lucidez. Essa é a meta da filosofia. Nesse caminho, há muitas ilusões a perder e algumas verdades desagradáveis a confrontar. É por isso que a filosofia passa inevitavelmente pela angústia, pela dúvida, pela desilusão. Continua sendo apenas um caminho. Porque o destino
é uma felicidade autêntica. É isso que chamamos de sabedoria.
(…)
ÉPOCA – Devemos deixar de lado o desejo para viver melhor o presente?
Comte-Sponville – Não, de jeito nenhum! Recusar o desejo é morrer. Deve-se, isso sim, desejar o presente com todas as forças. Quando você faz amor, o que deseja: o orgasmo que está por vir, ou o ato de fazer amor, aqui e agora? Se é orgasmo o que você deseja, a masturbação é o meio mais rápido. Mas, quando se faz amor, o bom é fazer, aqui e agora, e não desejar nada além do tempo presente que nos absorve por completo.
(…)
ÉPOCA – O senhor tem algo a dizer a quem quer desesperadamente ser feliz em 2007?
Comte-Sponville – Preocupe-se menos com a própria felicidade e um pouco mais com a dos outros. Espere um pouco menos. Ame e aja um pouco mais.

Revista Época, 1/1/2007. A íntegra está aqui

Bookmark and Share


07

Feb

07

De movimento

Como já dizia meu avô sertanejo – que morreu em 1963, aos cem, três anos antes de eu nascer:

Tem que se mexer, senão o sangue coalha.

Bookmark and Share


06

Feb

07

Barquinho na Lagoa


Barquinho na Lagoa, originally uploaded by dveras.

Tarde de sábado na Lagoa da Conceição.

Bookmark and Share


06

Feb

07

Chegadas: Faith

Aos amigos do Philo Roxburg. Semana passada nasceu em NY a primeira sobrinha dele, Faith Scapino, filha de Arlette e do marido italiano. Lindona e com saúde, viva! Mamãe Arlette vai descansar a voz e tirar folga dos palcos por um tempo.

Bookmark and Share


06

Feb

07

Autocensura, fronteiras e lembranças aleatórias

Aline comenta em seus Pensamentos Públicos sobre o dilema da autocensura. Respondi dizendo que a autenticidade é uma das suas grandes e muitas virtudes. Todos temos um instinto de autopreservação que funciona no piloto automático. É ótimo quando a gente consegue relaxar e deixar que esse instinto dê o tom das coisas que a gente expressa. Sempre que a gente se bloqueia e limita nossas manifestações ao “socialmente aceitável”, é grande o risco de deixar algumas preciosidades trancadas no baú. Aí lembrei de Henry Miller, cujos livros autobiográficos possivelmente são os mais sinceros da literatura mundial.

Uma coisa puxa outra: lembrei também de uma cena do livro Viajante Solitário, de Jack Kerouac, que acabo de ler. Kerouac estava mochilando pela Europa e tinha acabado de entrar na Inglaterra, vindo da França de barco. Os policiais da alfândega o detiveram e começaram o interrogatório: “O que veio fazer no Reino Unido só com 15 xelins no bolso?” Ele respondeu que era escritor, ia pegar um cheque de direitos autorais e a história podia ser comprovada com o editor dele em Londres. Mas era sábado, ninguém atendeu o fone. Aí ele teve uma lembrança, revirou a mochila e pegou um recorte de revista: era um artigo assinado por ele sobre Henry Miller. O oficial disse: “Miller? Há alguns anos também foi detido por nós, escreveu um monte de coisas”. (Ih, fudeu!, K. deve ter pensado). Mas ficaram satisfeitos com a identificação e o liberaram.

Isso me lembrou um caso engraçado acontecido comigo no Rio Grande do Norte – Ayres, já te contei essa? Eu tava indo acampar em Barra do Punaú, umas três horas ao norte de Natal. Punaú é um riozinho que desagua entre dunas no meio de um coqueiral à beira-mar – descrição pobre pra um lugar paradisíaco. Ayres me recomendou falar com um pescador local amigo dele, Zé Leiteiro. Quando lá cheguei com uma galera, fui recebido por um homem com cara braba, dono do terreno que margeava o riacho. Fui logo perguntando por Zé Leiteiro e aguardando o momento propício pra pedir permissão de armar a barraca. Ele respondeu na lata: “Você é amigo de Zé Leiteiro? Já tá perdendo ponto comigo!”. (Ih, fudeu!, pensei) Mas acabou deixando a gente acampar. Eu soube depois que Zé Leiteiro era posseiro antigo de um terreninho encravado bem no meio do latifúndio do sujeito. Esse pescador nos recebeu com grande hospitalidade. A sombra dos coqueiros depois virou um hotel feioso, mas aí já é outra história.

Bookmark and Share


05

Feb

07

Laerte, genial.

Bookmark and Share


05

Feb

07

Anotação de leitura: introspecção

Nenhum homem deveria passar pela vida sem experimentar pelo menos uma vez a saudável e até aborrecida solidão em um lugar selvagem, dependendo exclusivamente de si mesmo e, com isso, aprendendo a descobrir sua verdadeira força oculta. – Aprendendo, por exemplo, a comer quando tem fome e a dormir quando tem sono.

Jack Kerouac, em Viajante Solitário, sobre um período que passou sozinho no topo de uma montanha como vigilante de incêndios.

Bookmark and Share