Posts de 2007

24

Feb

07

Frase da vez: linguagem


“Language is a virus from outer space…”

William S. Burroughs

Pesquei deste saite que traz jogos e dicas pra enfrentar o bloqueio da escrita. Numa página em que Jack Kerouac faz considerações sobre a técnica da prosa espontânea, encontrei dois vídeos dele: o primeiro é uma leitura de On the Road e o segundo, cenas dele com Ginsberg em New York.

Bookmark and Share


24

Feb

07

Prestes Maia: despejo suspenso por 60 dias

A Defensoria Pública de São Paulo obteve suspensão da desocupação do edifício Preste Maia por 60 dias. O juiz que havia ordenado a reintegração de posse reviu sua decisão depois que uma forte mobilização popular, envolvendo até mesmo a Anistia Internacional, levou a um acordo entre a Prefeitura de São Paulo e o Movimento dos Sem Teto do Centro. Maior ocupação vertical da América Latina, com 22 andares, o prédio abriga 468 famílias. O Preste Maia é avaliado pela Caixa Econômica Federal em R$ 7 milhões, mas seus proprietários têm uma dívida acumulada de IPTU com o município que pode chegar a R$ 5,8 milhões. Mais detalhes na matéria da Repórter Brasil.

Bookmark and Share


23

Feb

07

Portal de blogs

Novidade na blogosfera: tá no ar o Interney Blogs, parceria de Edney Souza, dono do blog mais linkado do Brasil, com Alexandre Inagaki, do ótimo Pensar Enlouquece, Pense Nisso, agora em novo endereço. A proposta é criar uma forma profissional de remunerar os blogueiros brasileiros via publicidade. Inagaki conta mais detalhes nesta entrevista a Tiago Dória.

Bookmark and Share


22

Feb

07

Nova ameaça de despejo de 468 famílias que vivem há dois anos no edifício abandonado Prestes Maia, em São Paulo. Um juiz quer colocar todos no olho da rua. Clique na foto de Tatiana Cardeal e veja como você pode se somar à campanha da Anistia Internacional pra que isso não aconteça.

Bookmark and Share


22

Feb

07

Pequenos prazeres: sinuca em pé-sujo

Sou grande apreciador de xadrez, “o rei dos jogos”. Entre muitos motivos, porque nele não entra o fator sorte. Nada de dadinho rolando: ganha sempre o melhor, ou o menos distraído. Mas o que eu queria comentar mesmo é sobre outro belo jogo, também isento do fator sorte – um maravilhoso invento que a humanidade bolou pra diminuir nossas angústias em relação à finitude da vida. A sinuca me fascinava quando criança e via a malandragem jogando na bodega o dia inteiro. Mas terminei indo fazer outras coisas e não pude me aperfeiçoar. Talvez tenha sido pro meu bem, você pode pensar. É, talvez. Escapei de viciar em jogatina e de virar pinguço, mas o antigo fascínio pela beleza das esferas coloridas singrando no veludo verde permanece até hoje.

Nesta terça-feira, pra não dizer que passei o carnaval inteiro em casa, saí à noite com Neto, Érico e Camila em busca de um boteco pra jogar sinuca. No final da avenida das Rendeiras, na Lagoa, encontramos um “pé-sujo”, com direito a baratas circulando pelo chão, coca-cola vencida e uma penumbra que aliviava as paredes encardidas. Compramos algumas fichas no balcão e pedimos pro homem de feições nada apolíneas que baixasse algumas cervejas. Logo estávamos passando giz nos tacos e botando as bolinhas pra rolar. A mesa, apesar de suja, era boa e com iluminação decente. O banheiro tava surpreendentemente limpo, no vídeo rolava um tributo a Bob Marley e as cervejas estavam geladinhas. Mentalmente alterei o rótulo do boteco para a categoria “falso pé-sujo” – mas diante da exuberância das baratas, resistimos à tentação de pedir um tira-gosto.

Fizemos umas dez partidas em duplas. No começo marquei o placar com giz na parede, depois deixei pra lá, o importante é competir. Até fiz uma ou outra jogada à la Rui Chapéu. Numa delas, antológica, a bola correu num ângulo improvável pela quina do feltro sem sair da mesa e acertou o alvo lá no outro canto (lembrou-me uma partida de futebol de campo que joguei uma vez na escola: contra todas as expectativas, fiz dois gols com bola em movimento e dei vitória ao meu time; minha fama de perna-de-pau se dissolveu por completo, mas só até a próxima partida). Em vários lances atirei no que vi e acertei o que não vi – mas não chamaria isso de sorte, e sim de inteligência cinestésica intuitiva (outros preferem chamar de cagada :) ). E, claro, cometi erros de amador, mas no geral não fiz feio. Até senti certo progresso em minhas habilidades psicomotoras. Em resumo, uma noite divertida.

Bookmark and Share


21

Feb

07

Reflexões estatísticas durante um engarrafamento

Floripa, quarta-feira de cinzas. DataVeras contabilizou, durante engarrafamento na rua Osni Ortiga, Lagoa da Conceição, que, de 30 carros vindos da direção oposta, 17 (56,7%) tinham placas de outras cidades. Conclusão empírica óbvia: muita gente que veio passar o carnaval resolveu esticar o feriadão.

Pros moradores da Ilha, depois da alegria das visitas de parentes e amigos, da inflação de alguns preços e da chatice dos congestionamentos de trânsito e outras filas, aproxima-se o delicioso mês de março. Ainda verão, mas já baixa temporada. Fica a dica se você quiser curtir o que a capital catarinense tem de melhor. Março é o bicho!

Bookmark and Share


21

Feb

07

Folhas secas, viagens e esquinas (après Cortázar)

As antenas de nossa percepção têm um limite, único e peculiar a cada pessoa. O universo que alguém enxerga numa folha seca pode passar despercebido por outro. O eco afetivo de memória que, em mim, certas músicas provocam, abrindo “portais de espaço-tempo”, a você talvez soe como um amontoado de sons que não fedem nem cheiram. Além do alcance dos nossos “tentáculos sensoriais” há o grande vazio. Um vazio repleto de vida e informação, mas por não tomarmos consciência dele, é como se não existisse. De vez em quando um movimento imprevisto no líquido amniótico em que a existência está mergulhada faz com que os tentáculos tateiem um pouco mais longe em direções inusitadas. É um jogo de toma-lá-dá-cá. Se dedico alguns anos a aprender francês, vão ser anos sem estudar alemão. Enquanto leio Cortázar – cujo capítulo 84 de Rayuela me inspirou a escrever isto sentado num banco de praça -, estou deixando de ler outros. A viagem à Europa ou ao Ceará é uma não-viagem a outros lugares.

Pode-se lidar com esta limitação de muitas maneiras, todas imperfeitas, nenhuma necessariamente melhor que a outra, talvez melhor pra mim e nem tanto pra você ou ao contrário. Viver satisfeito, pleno de si, da maneira mais criativa e genial possível dentro da bolha existencial, sem perder tempo com o inatingível. Viver em permanente ânsia e frustração pela viagem não feita, a frase não-escrita, o amor não-vivido – porque se estava fazendo outra viagem, escrevendo outras coisas, vivendo outro amor. Ou ainda o frágil e desequilibrado equilíbrio entre o contentamento com o que conseguimos perceber e o sonho com a sombra da possibilidade do que há nas outras dimensões, nas folhas secas que jamais veremos, nos idiomas falados pelas árvores e cães e gentes paradas em esquinas onde jamais vamos pisar. Mas se imaginarmos, quem poderá dizer que não existem?

Bookmark and Share


17

Feb

07

Um grande carnaval pra você

Bookmark and Share


16

Feb

07

Pára-choque de caminhão

Algumas frases momescas que recebi.

“Homem é que nem caixa de isopor: é só encher de cerveja que você leva pra qualquer lugar”.

“Se você está se sentindo sozinho, abandonado, achando que ninguém liga pra você… atrase um pagamento”.

“Bebo porque sou egocêntrico… gosto quando o mundo gira em meu redor”.

“Marido é que nem menstruação: quando chega, incomoda, quando atrasa, preocupa”.

“As nuvens são como chefes… quando desaparecem, o dia fica lindo!!!”

Bookmark and Share


15

Feb

07

Bookmark and Share