23
Apr07
A instabilidade aérea e os limites humanos
Bodes expiatórios da crise aérea, os controladores de vôo atuam em condições de pressão que trazem graves riscos à sua saúde e à segurança de quem voa. A dimensão humana do problema, bem mais complexo do que nos mostra a mídia, precisa ser considerada com urgência. É o que diz Edith Seligmann-Silva, médica psiquiatra com especialização em saúde pública, neste artigo publicado pelo Observatório Social.
19
Apr07
O cara se chama Orlando Pedroso e é de São Paulo. Acabo de ser apresentado ao trabalho dele pelo Frank. Fera, né?
18
Apr07
Caminhos das Américas: um mês de viagem
Serginho tá em Arica, Chile, e amanhã entra no Peru. Destino: Alaska.
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Conheci o Norte Grande chileno em 89, no retorno de uma aventura de mochila por Bolívia e Peru. Tive uma experiência pouco agradável com os carabineros da fronteira, que já relatei aqui. Depois foi tudo beleza pura. De Arica, encravada no deserto do Atacama, recordo a paisagem árida, as praias de areia grossa e água gelada, nada especiais em comparação com as praias brasileiras, uma cerveja gostosa (Cristal) e uma galera legal na escola pública onde fiquei hospedado. Ah, lembro que pra cruzar a fronteira pegamos em Tacna, no lado peruano, um táxi que era um enorme Chevrolet sem capota, como o do filme Hair. Naquele retão do deserto, com o vento batendo no rosto, tocava na radiola da cachola uma música da trilha: “Good morning, sunshine…”
17
Apr07
O grande golpe do Plano Real
Já tomou sua dose de indignação hoje? Recomendo a entrevista de Paulo Henrique Amorim com Luís Nassif, que acaba de lançar pela Ediouro o livro “Os cabeças-de-planilha”. Nassif conta que André Lara Resende, então membro da equipe econômica de FHC, era o “economista com dupla militância, ajudando a definir as regras do Real e, depois, operando no mercado em cima dessas margens”. Lucrou uma fortuna com isso – no mercado financeiro se dizia que, nessa tacada, embolsou em torno de R$ 500 milhões.
“Esta é provavelmente a denúncia mais grave já feita sobre as maracutaias na política econômica brasileira”, escreve Paulo Henrique Amorim. Uma face nada lisonjeira de Fernando Henrique Cardoso é revelada no livro, diz o jornalista:
“A entrevista que FHC deu a Nassif, em fevereiro deste ano, é patética. Por três vezes ele diz que não sabia do que acontecia – e não sabia o que acontecia sobre o Plano Real, que mudou a economia, a moeda e o país (para o bem e para o mal…). E por cinco vezes ele diz que não foi consultado. Não foi consultado sobre questões centrais da reforma do Plano Real. É espantoso !!!
A entrevista de PHA com Nassif sobre o golpe do Real pode ser lida aqui e ouvida aqui.
17
Apr07
Better Gmail
Gina Trapani, do Lifehacker, criou a Better Gmail, uma extensão de Firefox pra Gmail que adiciona diversas ferramentas novas ao já ótimo e-mail do Google. Rótulos com cores, assistente de filtros, ícones pra arquivos anexados, preview de conversas e mais uma ruma de recursos. Tá na mão e é grátis.
16
Apr07
Três ingredientes do futuro do jornalismo
“Don´s speak. Point!” A afirmação é de Ethan Zuckerman, co-fundador do GlobalVoices, durante uma palestra em que foi perguntado se achava que os editores de jornais e tevês ainda seriam relevantes nestes dias de jornalismo participativo, ou “cidadão”. A afirmação radical “Aponte para as pessoas e saia do caminho!” se referia ao fato de que os dias em que os jornalistas falavam “em nome das pessoas” ou “para as pessoas” já se foram. Diante da realidade em que informações e opiniões circulam livremente, o papel dos jornalistas está se transformando no de facilitadores, de organizadores do fluxo. Bruno Giussani, no Lunch over IP, cita essa síntese e aponta três ingredientes do futuro do jornalismo.
1. The assembled media, ou mídia feita de partes anexadas a partir de outras fontes – por exemplo, vídeos publicados no youtube que qualquer um pode reproduzir no próprio blog colando um código na página.
Embedding is a win-win situation: You upload something and embed it in your blog: Somehow it becomes “yours” –part of your own blog, of your story, of your online persona — while remaining “theirs.” It maintains their format and branding and extends their reach into your audience. Whatever way you turn it, that’s extremely powerful. And-regardless of whether you’re an individual with a laptop or a large media organization-it heralds a new way of creating, of assembling really, a news or entertainment product. The potential is virtually infinite.
2. The read-write media. Mídia em que a audiência ganha domínio sobre as ferramentas e passa a ser também produtora de informação, contribuindo para a construção coletiva de narrativas.
The collision of new technologies and media is making the “audience” more involved; the tools to gather, treat and distribute information are now in the hands of multitudes. This is transformative.
3. The media as places. Jornais e canais de rádio tevê passam a ser “lugares” onde ocorrem conexões de comunidades.
The direct implication is that the newspaper and the television/radio channel are no longer a mere product –and that they have to relinquish their self-representation as “beacons” or “heralds.” They have to become places. Places where people from the community converge, stop by, make connections and come back again to build a common future.
Para Giussani, a “velha mídia” e a “nova mídia” não são antagônicas, mas complementares, e têm um relacionamento dialético que vai transformar ambas. A nova força dos editores e jornalistas vai depender da sua habilidade de desenvolver novas tarefas: animar um grupo de pessoas; desenvolver formas de organizar como a informação é obtida e utilizada, com a participação do que se costumava chamar “a audiência”; e ajudar as pessoas a navegar em um ambiente de informação a cada dia mais movimentado e instável.
O que isso tem a ver com o futuro do jornalismo? Três coisas, ele diz:
“Primeiro, os jornalistas vão estar aqui por um bom tempo. Segundo, eles não precisam ter medo do que virá, porque isso será excitante e vai expandir bastante suas possibilidades. Mas, em terceiro lugar, eles precisarão se reinventar como uma parte qualificada da multidão, em vez de professores, para se tornarem mais tolerantes à ambigüidade e fluentes tanto nas inovações tecnológicas como nas transformações nas dinâmicas sociais que estão conduzindo o desenvolvimento da mídia”.
O artigo completo está aqui, em inglês.
16
Apr07
Cinto de utilidades
Talvez um dia você precise: 101 recursos essenciais para freelancers. De fax via e-mail a organizador de finanças, a lista tem de tudo um pouco. E vai crescendo com novas colaborações.
15
Apr07
Ecos da infância
Janela e chuva na rua. Cheiro de jaca, de manga, de cajá, de cupuaçu, de sapoti. Vendedor ambulante de cuscuz. Colcha macia de veludo vermelho. Banco de trás de Aerowillys numa viagem noturna. Garupa de lambreta. Sacada de uma ponte. Pena de galinha, susto e queda, testa em paralelepípedo, sangue. Mapa do Brasil, estados. A tia freira – cheiro bom, paz. Carnaval, azeitonas na geladeira, vômito. Comprar sapato – passos enormes, passos miúdos. Luzes refletidas no Capibaribe. Escotilha de navio. Meninos índios remando canoas, água grande. Perfume francês em vidrinho pequeno. Raio e fogo na árvore. O menino afogado no igarapé. Disco de Roberto Carlos, “a sua estupidez não lhe deixa ver/ que eu te amo”. Cabelos compridos, Hey Jude. Macaquinhos, bicho-preguiça. Cabeça de prego enfiada no pé, injeção. Coqueluche, passeio de carro pela floresta na madrugada. Pôr-do-sol no rio Negro, pescaria noturna, mosquitos, carro atolado. Banhos de chuva, muitos banhos de chuva.
14
Apr07
Partidas: Shaba
Shaba, o cão rotweiller do Joca e da Val, morreu há algumas semanas. Com quase 13 anos, já muito doente e sem andar, recebeu uma injeção letal e se foi dormindo, sereno como em toda a sua existência. Foi um dos cachorros mais dóceis e amorosos que já conheci. Sempre que eu ia visitá-los, o “bezerrão” preto encostava na cerca pra que eu fizesse carinho em sua barriga. Deixa boas lembranças.
13
Apr07








