Posts de 2007

03

Jul

07

Camelos felizes na Austrália

Diretamente de Sydney, via youtube, um clipe engraçado e cheio de amor de Marcelo, Elizângela e do menino que tá a caminho. Ele editou o vídeo durante as tempestades que atingiram a cidade este ano. Saudades, amigos!

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03

Jul

07

Caminhos das Américas: a viagem continua

Depois de uma capotagem na Guatemala – da qual saiu ileso, mas não seu Land Rover – Serginho Severino se prepara pra prosseguir a viagem rumo ao Alasca.

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03

Jul

07

Mais uma história incrível de coma e despertar

Notícia da BBC [via Aidan]: o polonês Jan Grzbski, 65 anos, trabalhador de estradas de ferro, entrou em coma em 1988 depois de ser atropelado por um trem. Dezoito anos depois – contra todos os prognósticos médicos, que lhe davam só dois ou três anos de vida -, despertou. Para encontrar uma Polônia sem comunismo, com as lojas abastecidas e pessoas andando na rua com seus celulares.

Vi um filme parecido, uma comédia que se passava na Alemanha Oriental. O filho fazia de tudo pra que a mãe, comunista ortodoxa, não descobrisse que o Muro de Berlim já havia caído. Imagine uma história brasileira: o cara entrar em coma em 1989, logo depois da vitória de Collor sobre Lula, e acordar agora!

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02

Jul

07

Etanol e trabalho escravo

Mais um capítulo da febre do etanol, pelos jornalistas Iberê Thenório e Leonardo Sakamoto, da ong Repórter Brasil:

Ação recorde resgata 1106 trabalhadores da cana no Pará

Na fazenda, localizada no município de Ulianópolis, os trabalhadores dormiam em alojamentos superlotados com esgoto a céu aberto, recebiam comida estragada e água sem condições de consumo, além de salários que chagavam a R$ 10,00 por mês. (…) A água para beber, segundo relato dos empregados na fazenda, era a mesma utilizada na irrigação da cana e, de tão suja, parecia caldo de feijão. (…) Se os números se confirmarem, esta será a maior libertação de trabalhadores realizada no país. (…)

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02

Jul

07

Dica pra jornalistas: desenvolvimento sustentável

A Fundação Avina e La Iniciativa de la Comunicación lançaram o Guia de Fontes para o Desenvolvimento Sustentável, um banco de dados gratuito com informações detalhadas e contatos de 634 especialistas e organizações não-governamentais de 23 países, que atuam em 22 áreas de Desenvolvimento Sustentável.

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02

Jul

07

Piadinhas rápidas: sonho

- Sonhei que você era juiz.
- É?
- Já tava na sexta vara.

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02

Jul

07

O Blogue do Brüggemann tá de volta

Boa notícia pra começar a semana e o segundo semestre: Fábio Brüggemann tá de volta com seu blog, agora com novo nome e endereço, reproduzindo textos da ótima coluna que ele publica no Diário Catarinense. Cultura é o mote. Nesse balaio cabe muita coisa. Confira em http://www.bloguedobruggemann.blogspot.com/

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29

Jun

07

Cinco coisas que adoro nos meus meninos

  1. O carinho. Os dois são muito afetuosos com pai e mãe e entre eles. Expressam isso com freqüência, com abraços, beijos e palavras (“Te amo” tá sempre em alta). Às vezes tem umas rabujices, implicâncias, brincadeiras rudes seguidas de chororôs. Mas no fim a harmonia impera. A cena-síntese da união de irmãos é quando os dois estão dormindo na nossa cama – espaço que adotaram como deles e toleramos a contragosto – e ficam aninhados com as cabeças encostadas uma na outra.
  2. As perguntas. Fico deliciado com a curiosidade do Miguel quando quer saber como se escreve “começar”, o que é “tropical”, se bicho-preguiça arranha com as garras ou se “totem” é uma palavra do inglês – essa última, tive que procurar no Houaiss: “etimologia: ing. totem (c1776) ‘id.’, do ojibua oto’te’man ‘seu totem’; f.hist. 1899 tótem”. Será que eu perguntava tanta coisa assim na idade dele? Aprendo ensinando, ensino aprendendo.
  3. O crescimento. Coisa linda de ver o Bruno ganhando a cada dia mais confiança no andar, incorporando novas palavras no vocabulário, fortalecendo a autonomia nas brincadeiras, nas preferências de paladar. E os avanços do Miguel na alfabetização, que formalmente ainda nem começou. Letras, rimas, sonoridades de sílabas, leitura de placas. E já escreve o próprio nome.
  4. O bom humor. Ninguém tem obrigação de ser bem humorado o tempo inteiro, muito menos quando se tem quatro anos e meio e um ano e três meses. Mas de maneira geral, os meninos adoram abrir o sorriso e fazer os outros rirem. Valem piadas, trocadilhos, sons engraçados com a boca, puns, esconde-enconde (“Achou!”), cócegas, cambalhotas, imitações…
  5. O espírito viajante. Estão puxando aos pais. Miguel adora viajar, seja ao centro da cidade ou ao Ceará. Bruno ainda não foi muito longe, mas se deixar a porta aberta ele escapa pra explorar o jardim ou o quintal. E quando vê alguém saindo sem levá-lo, abre o berreiro. Também curtem muito a natureza – árvores, praia, dunas… São ambos mochileiros em potencial.
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29

Jun

07

Minhas festas juninas de outrora

Hoje é dia de São Pedro. Uma das datas festivas mais importantes do Nordeste, só perde pra São João e pro carnaval. Tenho recordações bonitas das festas juninas de minha adolescência em Natal. O São João da Rua Bacopari, em Ponta Negra, fez história na primeira metade dos anos 80 – chegou a ser considerado o melhor da cidade.

Os preparativos já eram uma festa em si. Durante um mês inteiro envolviam toda a comunidade da rua e arredores. As pessoas colocavam cadeiras nas calçadas e botavam o papo em dia com os vizinhos. Os ensaios de quadrilha eram momentos deliciosos pra conhecer gente nova, paquerar as gatinhas – praticamente ninguém comia ninguém, o clima era de alegria e excitação ingênua.

Tinha decoração com bandeirinhas e palhas de coqueiro, iluminação, montagem da fogueira, busca dos músicos. O sanfoneiro era contratado pra tocar forró enquanto tivesse gente dançando ou até o sol raiar, o que viesse primeiro. Preparava-se o aluá, uma bebida de origem indígena feita com milho fermentado por quinze dias, mais especiarias… Quentão, adivinhações e simpatias, bolos de milho, pé-de-moleque…

Com o tempo a festa da Bacopari definhou e terminou morrendo, em parte pela mudança ou morte de alguns moradores que eram dínamos da mobilização. Ou talvez pelo natural ciclo de vida das organizações humanas. Mas as festas juninas continuam vivas e muito bem de saúde nas cidades nordestinas. Vim pro Sul, em que isso não tem a mesma força cultural, mas há coisas que não tem lá, como a bernunça e o jaraguá. Nunca mais pintei bigode, botei cadeira na calçada nem dancei quadrilha.

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29

Jun

07

Partidas: NoMínimo

Cinco anos, 150 mil assinantes, 3 milhões de acessos. Com esses números e uma lista de colaboradores de alto naipe, a revista digital NoMínimo resistiu até hoje. Um editorial anuncia oficialmente o fim do projeto, pede desculpas pela falta de espírito empreendedor e agradece os leitores.

(…) Seus realizadores também sentem muito o triste fim desse espaço livre, democrático e criativo de trabalho, mas se despedem com a sensação de dever cumprido com o jornalismo e a camaradagem que nos une. Foi bom, foi muito bom enquanto durou. Quantos no país têm a oportunidade de tocar seus próprios projetos com prazer, independência e alegria? (…)

Vai fazer falta. Mas o prazer, independência e alegria vão germinar em outras paragens, espero.

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