Posts de 2010

16

Aug

10

Sobre crianças e bolos

Uma minicrônica do vizinho Maurício Oliveira sobre o protagonista das brunitezas.

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16

Aug

10

Vagas de TIC abertas em SC

Saiu no Valor de hoje, editoria Eu & Carreira, uma reportagem que fiz sobre a demanda das empresas catarinenses de tecnologia por profissionais qualificados. Este é o principal gargalo do setor, na avaliação das lideranças de entidades empresariais. Um esforço grande tem sido feito para criar novos cursos, incentivar adolescentes e adaptar currículos, mas ainda assim, há sempre vagas a preencher. As 500 empresas de TIC (Tecnologia da Informação e Comunicação) de Florianópolis crescem em média 30% ao ano e vendem R$ 1 bilhão em produtos e serviços.

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14

Aug

10

Bambu

Bambu. Foto Dauro Veras (Creative Commons, ver blog)

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13

Aug

10

Mais uma ação contra o projeto da fosfateira

Mais uma ação judicial contra o projeto da Bunge (e parceiros) de construir uma indústria fosfateira em Anitápolis (SC): o procurador Gabriel Faria Oliveira, da Defensoria Pública da União, entrou ontem com a ação civil pública número 5006304-60.2010.404.7200, solicitando à Justiça Federal que determine aos responsáveis pelo projeto a realização de estudo de avaliação de riscos à saúde humana. A ação se refere a um questionamento formalizado em maio de 2009 pelo advogado Eduardo Lima, que representa a Associação Montanha Viva, contrária ao empreendimento.

Segundo o advogado, esse estudo deveria ter sido feito pelas empresas por causa do risco potencial do empreendimento à saúde dos habitantes de Anitápolis e região – conforme preconizam o Ministério da Saúde com base na Resolução CONAMA 420/2009 e o princípio do poluidor-pagador – norma de direito ambiental que consiste em obrigar o poluidor a arcar com os custos da reparação do dano por ele causado ao meio ambiente. A ação foi distribuída para o juiz Hildo Nicolau Peron, da 2a. Vara Federal Ambiental de Florianópolis.

Mais sobre a fosfateira aqui no blog

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09

Aug

10

Leandro, cidadão brasileiro

Este vídeo já está circulando em vários blogs, mas faço questão de reproduzir. O diálogo do garoto Leandro, morador de periferia, com o presidente Lula e o governador do Rio, Sérgio Cabral, é uma contundente amostra da arrogância dos políticos e de como pode ser enfrentada de cabeça erguida. Bem disse o Cesar Valente em seu blog: o rapaz se portou como deviam se portar os jornalistas. Lula demonstra preconceito ao dizer que tênis é esporte da burguesia (e, portanto, não acessível a negros pobres). E quando cobra solução, é por causa do possível dano eleitoral. Cabral, depois de levar a mijada federal, descarrega em Leandro, mas o rapaz não se curva. Lamento pelo povo carioca, que tem um político dessa estirpe. Veja e tire suas conclusões.

p.s.: No youtube, onde está hospedado o vídeo, explica-se que o governador do Rio prometeu um notebook pro rapaz e este tem percorrido os eventos públicos pra cobrar a promessa, com sua câmera em punho.

p.s.2: O termo cidadão está tão desgastado que evito usá-lo, mas é o mais apropriado aqui.

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09

Aug

10

Mandacaru

Mandacaru em Russas, Ceará. Foto CC: Dauro Veras

Mandacaru em Russas, Ceará.

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09

Aug

10

Isto

Celso Vicenzi compartilha por e-mail e passo adiante.

Pra começar bem a semana, Fernando Pessoa, Isto.

Tudo o que sonho ou passo,
O que me falta ou finda,
É como que um terraço
Sobre outra coisa ainda.
Essa coisa é que é linda.
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08

Aug

10

Brunitezas: surge um novo país

A Copa 2010 continua rendendo brincadeiras aqui em casa. Bruno criou até bandeira pra um país inventado que vai disputar a próxima competição: a Iséria. Depois mudou o nome, agora é Arrbrnpru.

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07

Aug

10

Perpetuar porra nenhuma

O vizinho-amigo-colegafrila Mauricio Oliveira traz em seu blog uma boa entrevista com o Morongo, criador da Mormaii – empresa que faz roupas pra surfistas na linda Garopaba (SC). Já tive oportunidade de entrevistá-lo, faz tempo, e tive ótima impressão do cara. Gostei bastante deste trecho, que é revelador sobre o espírito com que ele toca o negócio e a vida:

Quais as preocupações que você tem tido para perpetuar essa marca, fazer com que a empresa sobreviva às próximas gerações…
Olha, isso não me preocupa muito. Porque meu filho, que é budista, já me falou da lei da impermanência. Nada é eterno. Nem nosso planeta é eterno, nem o sol, nem nada. Então não tem essa noia de perpetuar. Tem só a obrigação de fazer bem feito enquanto for. Só isso. Essa noia de perpetuar é um dos grandes erros que nós, humanos, cometemos.

Você não está preocupado em criar conselho profissional de administração, trazer executivo profissional, essas coisas?
Porra nenhuma. Profissional é a nossa atitude, como um todo. Somos extremamente profissionais. Mas, acima de tudo, estou preocupado com a qualidade de vida, minha e de quem trabalha aqui.

A íntegra das dez perguntas para Morongo está no Vida de Frila.

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06

Aug

10

Um adivinho me disse

Terminei hoje, depois de uma pianíssima leitura, Um adivinho me disse, de Tiziano Terzani, que a Lady Rasta recomendou e a Laura encontrou a preço de banana numa liquidação de livraria. É o tipo de narrativa que, quando a gente chega na última página, deseja que tivesse uma parte 2, a missão. Terzani (1938-1994), jornalista italiano que passou boa parte da vida na Ásia, conta de suas mochiladas por terra e mar no continente em 1993, depois que um adivinho o advertiu que aquele seria um ano perigosíssimo pra viajar de avião. Assim, de trem, navio, carro, riquixá, lombo de mula e a pé, ele sai de sua casa em Bangcoc para uma aventura que envolve não só a descoberta de povos e paisagens, como também um mergulho na própria existência.

Da conservadora Malásia à ditadura high-tech de Cingapura; de ilhas perdidas na Indonésia à efervescência de gente na China; das planícies mongólicas à estepe russa, ele nos convida a compartilhar belezas que, nestes tempos de turismo superficial, só os viajantes sem compromisso com o relógio têm tempo de encontrar. Pelo caminho, aproveita pra consultar os mais diversos tipos de adivinhos, alguns claramente charlatães, outros, possuidores de algum tipo de poder que os faz revelar coisas impressionantes sobre a vida dele. Há alguns momentos memoráveis de jornalismo, como o relato sobre o encontro com trabalhadores escravos acorrentados num campo cambojano, e os dias que passou no “Triângulo de Ouro” – fonte da maior parte da heroína consumida no mundo, entre Tailândia e Birmânia – como convidado do chefão do tráfico.

Terzani faz reflexões interessantes e melancólicas sobre a transformação da tradicional Ásia em uma sociedade ávida por bens de consumo, que se espelha no modo de vida ocidental e assim vai perdendo suas raízes. O livro é também uma forma de reencontro consigo mesmo. Ele revela que sofreu de depressão quando vivia no Japão, e que isso o levou a trocar um cotidiano chato e previsível pelas emoções da profissão de jornalista “on the road”. Também conta sobre sua descoberta da meditação vippasanaa (que Eliane Brum descreveu em brilhante reportagem na revista Época em janeiro de 2008), com um mestre e um assistente inusitados: um ex-agente da CIA e um general tailandês aposentado.

Um adivinho me disse foi pra mim uma espécie de continuação de jornada: em 1993, mesmo ano em que o jornalista vivia sua história, viajei a trabalho por seis países asiáticos durante três semanas. Tive conversas densas com pessoas que conheciam profundamente os países que percorri, mas o tempo foi rápido demais pra mergulhar com calma naquelas culturas. Ficou a lembrança de um impactante choque cultural e um gosto de “quero mais”. Terzani satisfez parte dessa sede com talento e sensibilidade. Só que deixou em mim outra vontade: ler outros livros dele.

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