Posts com a tag ‘comida’

21

Jan

09

Nota rápida sobre gastronomia nordestina

Almocei hoje no Mangai, restaurante de comida sertaneja que começou como uma bodega em João Pessoa e hoje tem filiais em Natal e em Brasília, onde tou agora. Dica do natalense-globetrotter Julio Gurgel. Diliça!, como dizem na Ilha. Vasta variedade de comida e sucos da terrinha (tomei um de siriguela, minha fruta favorita) que me deram até um pouquim de banzo. O suco é caro, mas a comida – a quilo – não é nada exorbitante. Na saída tem umas redes no alpendre – o detalhe me conquistou de vez.

De tarde ganhei duas rapaduras do Pitomba, motorista de táxi cearense que presta serviços pra mim e pros colegas aqui. Confesso que nunca fui muito fã de rapadura, aquela que “é doce mas não é mole”, mas me senti honrado com o simbólico tijolo da amizade. Agradeci e disse que tinha medo de quebrar um dente, mas ele deu logo a dica infalível: “Raspe e coma com farinha!” Caba bom. Como se diz lá no Ceará, respeite!

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17

Nov

08

Gastronomia de viagem: entrada escandinava

Comi essa entrada só uma vez e o sabor ficou marcado pra todo o sempre na memória gastronômica. É um prato ao mesmo tempo simples e refinado, pois usa dois ingredientes fáceis de conseguir – cebola e creme de leite -, mais o nobre e nada acessível caviar, que pode ser substituído pelo genérico ova de peixe. Modo de fazer:

Rale uma cebola e deixe um pouco de molho na água; abra uma lata de creme de leite e uma lata de caviar (ova de peixe). Arrume os três ingredientes de maneira harmônica em pratos pequenos, sem misturar as porções. Come-se com uma colherzinha. Dá pra botar umas gotas de limão, mas nem precisa. É só isso. Vinho branco vai bem, tinto também. 

A entrada acompanhou um delicioso macarrão a carbonara num alojamento de estudantes universitários em Bergen, Noruega. O nome do autor da iguaria – um amigo do casal de amigos Eirik e Hélène – me escapa agora, mas depois vou lembrar.

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28

Jul

08

De volta à Ilha

Depois de 12 dias zanzando entre São Paulo, Ceará e Rio Grande do Norte, hoje às 11h15 cruzei a ponte de acesso a Floripa e tive aquela gostosa sensação de voltar pra casa. É um privilégio ser ao mesmo tempo nordestino e me sentir catarina.

De sexta até hoje peguei dez transportes pra chegar: ônibus de Natal pra Mossoró > táxi alternativo pra Baraúna > mototáxi pra divisa RN/CE > carona de caminhão até Russas > ônibus pra Fortaleza > avião pra Guarulhos > ônibus pro Terminal Tietê, SP > ônibus pra Curitiba > ônibus pra Floripa > carro pra casa.

Ah, Norberto, arrumadinho é uma comida típica nordestina. Não confundir com escondidinho, outra comida típica de lá. Não faço idéia de como se prepara, mas os dois são bons. Podem ser de carne de sol, de camarão, de queijo…

Falando em comida, trouxe duas delícias: doce de buriti (uma palmeira do Maranhão, Piauí e Ceará) e geléia de cupuaçu, um néctar dos deuses. Em Natal procurei sequilho, mas só encontrei num lugar e não tava muito bom. É um biscoito branquinho, delicioso, tradicional do Vale do Seridó, no RN.

Adorei as mini-férias. Eu precisava ir, não só como um refresco pra cabeça, como pra lidar com algumas questões famíliares. Tive a chance de rever amigos com quem não tinha contato havia mais de vinte anos, saborear os sotaques de minha infância e adolescência, conhecer gente nova.

Dez dias são pouco pra descansar. Por outro lado, são uma eternidade pra quem tá longe dos amados. Cá estou. E nem dei pra vocês leitores as férias prometidas… Não tenho culpa se até o sertão já tá conectado.

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15

Jun

08

Domingueiras de quase inverno

A tainha na brasa que fiz no quintal ficou perfeita. O segredo? Fogo baixo, sem pressa, e assador regado a vinho.
~
Definitivamente, não sou homem de vinho branco. Mas aceito contra-argumentos líquidos e certos.
~
Levei Miguel pra brincar na casa de um colega de escola. Não se entenderam, o pai do menino veio trazê-lo. No caminho fizeram as pazes e o menino ficou brincando aqui em casa :)
~
Miguel: – Pai, qual é a aula preferida da vaca?
Eu: – Sei não.
Miguel: – Múúúúsica!
~
Traje deste dia outonal de sol e vento frio: camiseta e suéter, bermuda e chinelos. A cara de Floripa praiana.
~
Que futebolzinho peba o de hoje, hein?

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11

Mar

08

Trabalhar em casa é…

Mais uma do impagável Zé Dassilva, que, como eu, é um trabalhador em ambiente doméstico:

Um dia, lançarei as figurinhas “Trabalhar em casa é…”
Algumas delas:

“Trabalhar em casa é…”
“…depois de passar o domingo fazendo a vontade da família, ficar feliz que chegou segunda-feira e você pode descansar.”
“Trabalhar em casa é…”
“…dar um pau pra acabar um trampo que deixou pra última hora.”
“Trabalhar em casa é…”
“…dar uma dormidinha após o almoço.”
“Trabalhar em casa é…”
“…assistir ao Arena SporTv todo dia.”
“Trabalhar em casa é…”
“…ter uma coleção de pijamas.”
“Trabalhar em casa é…”
“…o pesadelo das domésticas.”
“Trabalhar em casa é…”
“…ir no mercado nos horários em que só vão as aposentadas.”
“Trabalhar em casa é…”
“…gastar a tarde da terça-feira fazendo torta fria.”

p.s.: A torta fria da foto, quem diria, foi feita pelo próprio:

Térreo: azeitona preta. Mezzannno: tomate seco com rúcula. Sobreloja: queijo gorgonzola. Segundo piso: champignon e palmito. Terceiro piso: presunto de Parma. Na lage e no adro: azeitonas pretas e cubinhos de palmito. Aceitamos encomendas. Consulte o valor do frete para fora do Grande Rio.

p.s.2: Raulzito, que trocou Copacabana por Botafogo, acaba de descobrir, lendo este blog, que é vizinho do Zé. Já tão combinando uma gelada num dos botecos daquela lista.

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14

Dec

07

DVeras Award 2007: mais premiados

Software: Gimp. Instalei há poucos dias esse poderoso programa gratuito de tratamento de imagens. Ainda tou patinando pra descobrir os comandos, mas a impressão é que ele não deixa a dever a nenhum fotoxopi. Menção honrosa 1: Google Docs. Usei muito este ano, tanto individualmente como fazendo edição compartilhada de textos e planilhas com colegas de trabalho. Menção honrosa 2: Twitter. Interatividade + concisão + ludismo.

Revista: piauí. Muito acima da média. Nem sempre consigo ler inteira antes da chegada do próximo número, mas é satisfação garantida. Menção honrosa 1: Galileu. Leio pouco, mas dia desses esbarrei em uma na sala de espera do dentista e ela me deixou ótima impressão. Menção honrosa 2: The New Yorker. Baita revista que eu só conhecia de nome.

Jornal: sem premiados. Sou leitor infiel de vários na internet, mas compro poucos em papel. Destes, os que mais me informam são, curiosamente, os tablóides populares e os jornais de bairro, que costumam trazer novidades não encontráveis na rede.

Viagem: Pousada Pasárgada, em Anitápolis, aqui pertinho de Floripa. Uma experiência única. Faz parte do projeto Acolhida da Colônia, que promove o turismo rural em casas de agricultores na serra catarinense. Recomendo pra quem quer ficar um tempo sem rádio e sem notícia das terra civilizada e se energizar com a força das nascentes da mata atlântica.

Gastronomia: Sou um ignorante em comida sofisticada, mas aprecio as artes da boa mesa. Este ano, o jantar mexicano feito pela Christiane Balbys pros amigos ficou com o destaque especial na minha memória gustativa e olfativa. Sem falar que jantar com amigos é sempre um grande aperitivo. Menções honrosas pro Restaurante Girassol, no Campeche, e pro mexidão mineiro da minha sogra Nilza.

Blog: a nova versão do +D1, renascido na forma de coletivo de blogs catarinenses, deu um impulso bacana à galera da terrinha. Tiro o chapéu pra iniciativa do Alexandre e do Rodrigo. Menção honrosa: Pensar enlouquece, pense nisso. O premiado Alexandre Inagaki nem precisaria de mais este elogio, mas merece. Um dos melhores textos da internet em português.

Fotografia: Tatiana Cardeal, especializada em fotografia social, dispensa comentários. Vá lá, confira e veja se eu exagero ou não.

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23

Oct

07

A Comilança

Cardåpio do jantar de domingo em SP: caldeirada de tucunaré amazonense by chef Camilla, com salada de farinha do arinim by chef Leonardo.

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08

Oct

07

As festas de outubro e uma encomenda do Ceará

Tia Cleide chegou hoje numa excursão de aposentados. Veio de Fortaleza, com escalas em Balneário Camboriú, Penha (Beto Carrero), Blumenau (Oktoberfest) e Itajaí (Marejada). Na bagagem uma encomenda especial: castanha de caju, rapadura e dois tijolos de polpa de tamarindo.

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04

Apr

07

Na lojinha de alimentos naturais

- Isso é polpa de jaca?
- É.
- Hmmm! Esse cheiro me lembra a infância.
- Engraçado, você é a segunda pessoa que me diz isso hoje.
- Sou de Recife, lá tem até bairro chamado jaqueira.
- Serve pra fazer suco, vitamina, doce…
- Me dê dois pacotes, por favor.

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02

Feb

07

Miguelices: uma visita objetiva ao McDonald’s

Férias + primos = inevitável ida ao McDonald’s depois do cinema. Fomos na loja da avenida Beira-Mar Norte, que tem um grande brinquedo com escadas, túneis e escorregadores. Miguel entrou lá e se esqueceu do mundo. Quando o João foi chamá-lo pra lanchar ele se saiu com essa:
- Eu vim aqui pra brincar, não pra comer!

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