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13

Oct

08

Quem se beneficia com a destruição da Amazônia

Um estudo inédito que será divulgado amanhã mostra como a cidade de
São Paulo, principal mercado consumidor brasileiro, também é
responsável pela destruição da Amazônia. A iniciativa é do Fórum
Amazônia Sustentável e do Movimento Nossa São Paulo, realizadores do
seminário “Conexões Sustentáveis: São Paulo – Amazônia”, que ocorre
nesta terça (14) e quarta-feira (15).

Realizada pela ONG Repórter Brasil e pela Papel Social Comunicação, a
pesquisa constatou a existência de uma grande rede de “lavagem de
produtos” da Amazônia, que transforma produtos ilegais em legais para
serem comprados por grandes empresas, pelo poder público e financiados
pelo sistema financeiro. Os setores produtivos analisados são pecuária
bovina, plantio de soja e outros grãos, extrativismo vegetal e
políticas de financiamento para atividades produtivas.

Essas matérias-primas chegam a grandes redes varejistas, indústrias
automobilísticas e à construção civil. “O objetivo não é apontar
culpados, pois estes são muitos e incluem todos nós, consumidores”,
ressalta Marques Casara, da Papel Social Comunicação. “O objetivo é
relacionar exemplos que sirvam de referência para aprofundar o
conhecimento sobre o tema e a busca de soluções”.

A íntegra da pesquisa e os nomes das empresas serão divulgados amanhã
às 14h. Mais informações:
http://www.nossasaopaulo.org.br/portal/node/1487


08

Sep

08

Trabalho escravo e prêmio internacional

Dois grandes ícones da luta contra o trabalho escravo – a Comissão Pastoral da Terra , vinculada à Igreja Católica, e a ong Repórter Brasil – vão receber o prêmio internacional concedido pela Free The Slaves – The Heroes. Reconhecimento merecido pro trabalho do jornalista e cientista social Leonardo Sakamoto, que coordena a Repórter Brasil.

O Saka nos prestou apoio fundamental em 2004 quando Marques Casara e eu fizemos a reportagem Escravos do Aço, sobre siderúrgicas que se beneficiam com o trabalho escravo em carvoarias da Amazônia. A atuação da ong tem contribuído para a libertação de muitos trabalhadores que viviam confinados nos confins da floresta, e também pra prevenção do crime, reabilitação dessas pessoas e punição dos culpados – o que tem ocorrido mais na esfera civil que na criminal. Mais recentemente, uma série de reportagens dele denunciou o crime no Paquistão.

Outro papel importante da Repórter Brasil tem sido o de articulação política para pressionar pela aprovação da PEC do Trabalho Escravo (proposta de emenda constitucional 438/2001), que prevê a expropriação de terras onde forem encontrados trabalhadores escravizados. A PEC tramita há sete anos no Congresso e sofre forte oposição da bancada ruralista.


03

Oct

07

Escravocratas financiam políticos (2)

Na suíte da reportagem publicada ontem no Congresso em Foco, Lúcio Lambranho entrevista Leonardo Sakamoto, jornalista e cientista social que coordena a ong Repórter Brasil, focada no combate ao trabalho escravo. Sakamoto comenta a recente polêmica dos senadores que estão pressionando o grupo móvel de fiscalização do governo. Fala também da PEC 438 (Proposta de Emenda Constitucional) que prevê desapropriação de terras dos escravagistas, há 12 anos (!) em tramitação no Senado. Vale conferir.


21

Sep

07

Terceiro Setor

Nova seção no blog: Terceiro Setor. Comecei uma lista de organizações com as quais tenho afinidade. Colaboro regularmente ou eventualmente com algumas; com outras sou só simpatizante. Uma ressalva evidente: as afinidades não querem dizer alinhamento automático de idéias.

  • Mozilla
    Projetos de software de código aberto.
  • Oxfam
    Combate à fome e à pobreza. Apoio a projetos de desenvolvimento.
  • Repórter Brasil
    Ong e agência de notícias de jornalismo social, com foco no combate ao trabalho escravo.

01

Sep

07

Diários do Paquistão

Sakamoto (à esquerda) no PaquistãoEm 2004 tive a satisfação de conhecer o jornalista e cientista social Leonardo Sakamoto quando ele colaborou com uma publicação que editei sobre trabalho escravo. Ele coordena a ong Repórter Brasil, dedicada ao jornalismo social. Sua atuação como profissional e ativista em defesa das pessoas injustiçadas já lhe rendeu o reconhecimento da OIT (Organização Internacional do Trabalho) e o Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos. Como se não bastassem a consistência, o rigor técnico e a coragem de se arriscar pelo que acredita, o cara também escreve bem demais.

Uma boa oportunidade para conhecer seu trabalho é a reportagem especial Diários do Paquistão. Acompanhado de Xavier Plassat, da Comissão Pastoral da Terra (outra personalidade fascinante, um herói dos despossuídos da Amazônia), Leo Saka passou nove dias no país asiático. Eles foram conhecer projetos de combate ao trabalho forçado por lá – estimativas apontam que há 1 milhão de paquistaneses escravizados. As impressões dos dois sobre o tema – e também sobre o povo, a cultura, a política e a religião – são uma leitura que recomendo com ênfase.

p.s. 1) Leonardo Sakamoto mantém um blog sobre trabalho decente, meio ambiente e questão agrária, onde também reproduziu o relato.

p.s. 2) Sobre o papel da imprensa no combate ao trabalho escravo no Brasil – me alegro de ter contribuído com a causa -, leia aqui.

p.s. 3) Levei três horas pra escrever estas linhas, com pausas pra trocar fralda, botar a janta dos meninos, encaminhar banho, escovação de dentes e ida pra cama.

p.s. 4) Miguel acaba de me dizer: – Pai… Te amo.


19

Jul

07

Enquanto isso, num país chamado Brasil…


Detentas morrem por falta de atendimento
médico no maior presídio da América Latina

Após morte de detenta por leptospirose, Defensoria Pública reiterou nesta quarta-feira (18) o pedido de interdição da Penitenciária Feminina de Sant´Ana, em São Paulo (SP), pela falta de médicos, má qualidade da água e infestação de ratos.

A reportagem é de Beatriz Camargo, da ong Repórter Brasil.


02

Jul

07

Etanol e trabalho escravo

Mais um capítulo da febre do etanol, pelos jornalistas Iberê Thenório e Leonardo Sakamoto, da ong Repórter Brasil:

Ação recorde resgata 1106 trabalhadores da cana no Pará

Na fazenda, localizada no município de Ulianópolis, os trabalhadores dormiam em alojamentos superlotados com esgoto a céu aberto, recebiam comida estragada e água sem condições de consumo, além de salários que chagavam a R$ 10,00 por mês. (…) A água para beber, segundo relato dos empregados na fazenda, era a mesma utilizada na irrigação da cana e, de tão suja, parecia caldo de feijão. (…) Se os números se confirmarem, esta será a maior libertação de trabalhadores realizada no país. (…)


24

Feb

07

Prestes Maia: despejo suspenso por 60 dias

A Defensoria Pública de São Paulo obteve suspensão da desocupação do edifício Preste Maia por 60 dias. O juiz que havia ordenado a reintegração de posse reviu sua decisão depois que uma forte mobilização popular, envolvendo até mesmo a Anistia Internacional, levou a um acordo entre a Prefeitura de São Paulo e o Movimento dos Sem Teto do Centro. Maior ocupação vertical da América Latina, com 22 andares, o prédio abriga 468 famílias. O Preste Maia é avaliado pela Caixa Econômica Federal em R$ 7 milhões, mas seus proprietários têm uma dívida acumulada de IPTU com o município que pode chegar a R$ 5,8 milhões. Mais detalhes na matéria da Repórter Brasil.


07

Dec

06

Reflexões na sala de embarque

O jornalista e cientista social Leonardo Sakamoto, que coordena a ong Repórter Brasil – parceira do Observatório Social -, ia receber na quinta-feira em Brasília um prêmio da OIT, por sua atuação brilhante no combate ao trabalho escravo. Com a bagunça aérea instalada no país, tomou um chá de cadeira no aeroporto. A solenidade foi adiada, já que ele e outros premiados não conseguiram chegar. Li isso agora no blog dele, que acabo de descobrir. Saka comenta o movimento dos controladores de vôo:

(…) As classes média e alta estão dando piti agora. Bem feito. Experimentam, de leve, o que a massa de trabalhadores pobres sente todo o ano com as greves de ônibus em São Paulo, que deixam milhões a pé. Que faz moradores de bairros afastados caminharem 20 km para chegar no trabalho.

Que tal, independente de classe social, descermos ao nível da realidade e discutir a melhoria na qualidade de vida do trabalhador? Tenho fé que ou esse país dá certo para todo mundo, ou alguns poucos não vão conseguir desfrutar o seu butim.

Apóio os controladores de vôo. Apóio os cobradores e motoristas de ônibus. Apóio os bancários e metalúrgicos. Apóio os garis. Apóio os residentes médicos. Apóio o santo direito de se conscientizarem, reconhecerem-se nos problemas, dizer não à exploração e entrar em greve até que a sociedade pressione e os patrões escutem.

Mesmo que isso torne minha vida um absurdo. (…)

~

UPDATE 8.12: Leio agora sobre o atestado de incompetência gerencial do governo Lula pra cuidar desse setor, que se iguala à inépcia do governo FHC no caso do apagão:

O Tribunal de Contas da União (TCU) constatou que os recursos destinados à manutenção do sistema aéreo brasileiro não foram destinados de forma correta e que o comando da Aeronáutica já sabia dos problemas no espaço aereo.


09

Nov

06

As feridas da floresta

Iberê Thenório, da ONG Repórter Brasil, mostra nesta reportagem – com imagens de satélite – os cinco pontos mais críticos de desmatamento na Amazônia brasileira: a Terra do Meio, no centro do Pará, a rodovia Cuiabá-Santarém, o extremo norte do Mato Grosso, a margem esquerda do rio Amazonas, próximo a Santarém (PA), e a Rodovia BR-319, no Sudoeste do estado do Amazonas.