22
fev11
SOS Rio da Madre
Recebi da Larissa Linhares e compartilho. Um pouco tarde pra quem quiser comparecer ao ato na Assembleia Legislativa, mas vale pra conhecer o movimento em defesa desse rio lindo.
Caros colegas e amigos, tudo bem?
Segue sugestão de pauta sobre as ações nesta semana do Movimento pela recuperação do Rio da Madre, na Guarda do Embaú, uma ação inédita pois agrega asssociações, artistas, moradores, comerciantes, surfistas e simpatizantes pela causa em prol do resgate deste importante Rio em nossa região.
Neste SÁBADO teremos o Dia do Abraço, com uma programação intensa de atividades culturais e artísticas. Já temos o apoio de diversas bandas como Iriê, Samambaia, Sociedade Soul, Dazaranha, entre outros, surfistas como Teco Padarataz, Guga Arruda e muitas outras personalidades da região que abraçaram a causa. Estamos fechando a programação, mas gostaríamos de já informá-los para se programarem. Muito obrigada!
Larissa Linhares
Movimento SOS Rio da Madre realiza manifesto na ALESC nesta quarta-feira
Com o objetivo de sensibilizar e acionar o poder público para a resolução dos problemas ambientais e de infraestrutura da praia da Guarda do Embaú, o mobilização acontecerá na sessão plenária da Assembleia Legislativa de Santa Catarina desta quarta-feira, dia 23, a partir das 14h, depois da manifestação na Câmara dos Vereadores de Palhoça, que acontece hoje, dia 22, às 20h.
Na ocasiao, será apresentado e entregue um documento oficial com as reivindicações do Movimento, como passo inicial em busca do saneamento básico para a região e recuperação do estuário do rio da Madre, que fica em frente à vila da Guarda do Embaú.O Rio da Madre, que integra a Reserva Estadual da Serra do Tabuleiro e desagua no Oceano Atlântico pela praia da Guarda do Embaú, vem sofrendo sérias agressões ambientais. Entre elas, a retirada da mata ciliar de suas margens, a contaminação por agrotóxico – produzido principalmente pelo cultivo de arroz em Paulo Lopes – e o lançamento de esgotos, considerado este como um dos principais problemas atuais, pois afeta negativamente a economia, o turismo e a qualidade de vida na região.
“Estamos diante de um patrimônio natural universal e que diz respeito a todos nós. O saneamento básico é primordial e acreditamos que, por meio desta união inédita de diversas pessoas e organizações, vamos alcançar este objetivo”, diz o presidente do Movimento, Plínio Bordin.
O Movimento - Formado por moradores, surfistas, pescadores, comerciantes, empresários, artistas e amantes do Rio da Madre, o Movimento SOS Rio da Madre prepara uma série de ações para fortalecer a iniciativa. Entre elas, o Dia do Abraço, neste sábado, dia 26, das 11h às 16h, quando acontecerá um grande abraço salvador em volta do Rio.
Dia do Abraço - Apresentações culturais, artísticas e musicais, manifestações livres e um painel indicador dos dias para o início das ações pelo poder público integram a programação do evento. O Dia do Abraço pretende unir centenas de pessoas preocupadas com o ritmo acelerado da degradação do Rio da Madre. A sobrevivência da praia da Guarda do Embaú depende da recuperação do Rio, considerado o grande encanto da região.——–
Serviço
O QUÊ – Manifestação popular do Movimento SOS Rio da Madre
QUANDO – Dia 23.02 (quarta-feira), às 14h
ONDE- Assembleia Legislativa de Santa CatarinaMais Informações
Larissa Linhares Comunicação – comunicacao@larissalinhares.com.br – (48) 8814 5251
Plinio Bordin -(48) 9983 3843 | Marcos Aurélio Gungel – (48) 99721713
Foto crédito: Plínio Bordin
08
jan11
05
dez10
Beleza pura
Guarda do Embaú, SC, 2008. Dizem que é uma das dez praias mais bonitas do Brasil. Não ouso discordar.
25
nov10
22
set10
Defesa do meio ambiente, um projeto de vida
O Instituto Rã-bugio para Conservação da Biodiversidade, com sede em Jaraguá do Sul, Santa Catarina, foi criado em 2003 para dar continuidade institucional ao trabalho voluntário de Elza Nishimura Woehl e Germano Woehl Jr. Desde 1998 o casal desenvolve projetos de educação ambiental junto com as escolas da rede pública. Em trilhas guiadas na floresta, crianças e adolescentes aprendem sobre a importância da preservação da biodiversidade e dos mananciais.
“Nossa dedicação à causa ambiental é um projeto de vida e não um meio de vida”, diz Germano Woehl Jr., que é físico e vive do salário de pesquisador. O trabalho deles tem recebido o reconhecimento de empresas do porte da Petrobras, Johnson&Johnson e organizações como a Bolsa de Valores Sociais e Ambientais (BVSA), uma plataforma de captação de recursos para organizações do terceiro setor, vinculada à BM&FBovespa.
Entrevistei Germano por e-mail para uma publicação especial do jornal Valor Econômico sobre biodiversidade. Como, por motivo de espaço, usei só uma pequena parte das informações, compartilho aqui as perguntas e respostas da entrevista praticamente na íntegra – apenas com pequenos ajustes para facilitar a fluidez do texto. Leia mais
17
set10
Novas oportunidades para os oceanógrafos
Saiu hoje no Valor uma matéria que fiz sobre a carreira de oceanógrafo. O primeiro curso do país, da Universidade Federal de Rio Grande, (Furg, no RS), completou 40 anos de criação em agosto. O curso da Univali, em Itajaí, foi o terceiro a ser criado e é forte referência no meio acadêmico. Gostei da pauta. Não só pelo assunto, que envolve uma profissão fascinante. Também pela oportunidade de entrevistar pessoas que amam o que fazem. E ao ar livre, pertinho do mar. Não é todo dia.
06
set10
Indústrias moveleiras voltam a crescer
No dia 30/8 saiu no Valor Econômico uma matéria minha sobre a indústria de móveis de Santa Catarina, que voltou a crescer em 2010. O bom desempenho é focado no mercado interno e se beneficia do crescimento da construção civil: 12,5% entre julho de 2009 e de julho deste ano, o maior entre os segmentos da economia, segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Também pode ser atribuído aos investimentos empresariais em tecnologia e design. Santa Catarina é o estado que mais exporta móveis no país.
10
jun10
Contra o cassetete, a pena afiada
Reproduzo na íntegra, pela relevância e urgência, este texto que o Cesar Valente publicou hoje em seu blog, De Olho na Capital, dirigido a Leonel Pavan, governador de Santa Catarina. Trata de graves e reiteradas violações ao estado de direito que vêm sendo cometidas pela Polícia Militar catarinense. Por favor, caso queiram comentar, deixem lá também um recado pro tio Cesar.
Cartinha confidencial para o governador
Prezado governador: como estou sem seu endereço de correspondência (anotei em algum lugar, mas não encontro), tomo a liberdade de enviar, aqui pelo blog, esta cartinha confidencial. Tenho certeza que os demais leitores, muito bem educados, nem tentarão ler porque, como anunciei desde o título, trata-se de mensagem particular, de circulação restrita e destinada apenas aos olhos de V. Excia.
O bonde da História, como certamente V. Excia. não ignora, nada tem a ver com o veículo leve sobre trilhos (ou metrô de superfície) com o qual seu antecessor sonhava. Esse bonde, que todo estadista e todo político de boa índole deveria morrer de medo de perder, transporta, metaforicamente, a humanidade de um degrau a outro ou de um período a outro da… História. Quando ocorre um avanço, diz-se que partiu o bonde da História. E perde o bonde aquele que continua no patamar anterior, que ficou pra trás, que não entendeu a mudança ou que nem percebeu que tudo, a seu redor, evoluía.
Vivemos hoje, em Santa Catarina, finalmente, um desses momentos em que a cidadania começa a preparar um avanço significativo. Portanto. este bilhete secreto que lhe envio, senhor governador, tem o intuito de avisá-lo, caso algum dos seus assessores ainda não o tenha feito, que o bonde da História já está no ponto e o motorneiro toca a sineta, avisando que, dentro de pouco tempo, partirá. Fique atento para não perdê-lo. A própria História registra o que tem acontecido a homens públicos que, distraídos, desatentos ou envoltos demasiadamente em sua própria soberba, perderam o bonde.
E que tipo de coisa estaria para acontecer que levaria o bonde da História a se movimentar? A compreensão, por um amplo espectro da sociedade organizada e mesmo desorganizada, de que está ocorrendo uma grave ruptura institucional, que ameaça a todos, de todos os partidos, de todas as crenças e de todas as classes sociais. E que é preciso recolocar as coisas nos eixos, para o bem de todos e felicidade geral do estado de Santa Catarina.
Sei que V. Excia é homem prático, de vida agitada e espírito dinâmico, por isso traduzirei o hermético parágrafo anterior de forma a que as coisas fiquem mais claras.
Está prevista na Constituição e em vários regulamentos, a ação policial. Assim como está prevista na Constituição a liberdade de reunião, de expressão, etc. Confrontos entre manifestantes e polícia ocorrem em todos os países, dos mais democráticos aos mais autoritários. Mas tem-se notado, e não é de hoje, nem de ontem, que ações policiais em princípio regulares, previstas e, em alguns casos, desejadas, vêm sendo marcadas por excessos que, pela repetição e sistemática semelhança, não podem mais ser atribuídas a um ou outro desvio funcional. A manifestação pública de oficiais, em claro desafio às normas constitucionais e a conivência do senhor (e de seus antecessores) que são, afinal, os comandantes da força policial estadual, está dando a entender que há grupos armados e uniformizados que estão fora do controle institucional e prontos para rasgar a constituição, se para isso forem instados por seus superiores.
No tempo da ditadura, vimos o deputado Francisco Kuster dando de dedo na cara do comandante da Polícia Militar de então, travando uma áspera discussão em torno dos episódios depois conhecidos como “novembrada”. E o deputado não foi espancado. Respeitou-se, naquele momento, o caráter institucional de um sujeito eleito pelo povo. Agora, em que pese toda a legislação democrática que nos governa, certos grupos de repressão policial não têm o menor pudor em agredir parlamentares. Com precisão cirúrgica. De tal forma que não se possa dizer que tenha sido “acidente”.
Defende-se, a força policial, com armas que causam graves ferimentos físicos, de palavras de ordem. Nem se trata da pena contra a espada. É o verbo contra a força bruta. Por menos que se goste dos jovens manifestantes do passe livre e que tenhamos restrições à sua forma de luta, é evidentemente um exagero combater gritos e palavras com cassetete, choques elétricos e balas de borracha que, a menos de 500m, causam dano semelhante às balas de metal. E zombam, os oficiais de poucas luzes, da orgulhosa tradição democrática brasileira, segundo a qual os campi são territórios autônomos, destinados à incubação de idéias e projetos, de formação e ilustração. Permitir que a polícia estadual faça incursões diárias ao campus da principal universidade federal para perseguir e punir jovens acusados de terem opinião contrária à do prefeito ou do governador, é reinstalar a polícia política que muitos de nós julgávamos extinta.
O bonde da História, portanto, senhor governador, começa a receber passageiros. Uns detestam os jovens manifestantes da tarifa, não gostam do MST, mas percebem que se esses oficiais e seus grupos de repressão não tiverem limites, nada impedirá que, mais dia, menos dia, comecem a também a ameaçá-los. Por qualquer motivo. Ou até por nenhum motivo, apenas para mostrar quem, de fato, manda no estado. Também já estão embarcando todos os que, em algum momento, ao longo dos últimos anos, foram agredidos, ameaçados ou intimidados pela polícia que deveria ser um sinal de segurança e tranquilidade para os cidadãos cumpridores das leis. E a discussão que começou a se alastrar e que terá novos e importantes passos nos próximos dias, incluirá muito mais gente. Servidores públicos, agentes políticos, líderes sindicais das mais diversas centrais, identificados com todo tipo de ideologia, policiais militares e civis (sim, sim) que vêem por dentro como está se dando esse perigoso rompimento institucional, enfim, todos os que têm olhos para ver e ouvidos para ouvir marcharão lado a lado para assegurar que se restaure o império da lei.
Seria muito saudável se o governador levasse a sério este bilhete que de engraçadinho não tem nada e procurasse se informar. Reúna, senhor governador, em um conclave discreto, o Procurador Geral de Justiça, que é tido por todos como homem sensato e correto, o presidente da OAB, reitores das universidades, e quem mais achar que seja importante ouvir. Ouça com atenção e com o espírito desarmado, para perceber que, de fato, mesmo de fontes tão descomprometidas com os protestos, emanam preocupações sérias e pertinentes. E alguma ação será necessária.
Não se trata, é claro, de reprimir a polícia e liberar a baderna, como gostam de sonhar os que fazem a apologia da violência. Trata-se, apenas de por ordem na casa. E fazer com que até mesmo os oficiais de poucas luzes percebam que ninguém está acima da lei. E que a manutenção da ordem não precisa significar a criação de um terrorismo de Estado.
É isso, então. O bonde da História vai partir. O senhor ainda tem tempo de embarcar.
Grato e ao dispor para esclarecimentos adicionais,
Cesar Valente
contribuinte/eleitor













