Posts com a tag ‘listas’

27

May

09

Autores de romances policiais

Hoje deixei um comentário no blog da Regininha pedindo que ela citasse seus autores favoritos de romances ou contos policiais/detetivescos. Poucas horas depois ela respondeu. A lista dela tem duas categorias: brasileiros e estrangeiros. Presentão, pois a maioria eu não conhecia ou só tinha ouvido falar. Acho que vou começar pelo sueco Stieg Larsson. Gosto bastante do gênero, mas conheço mais os “clássicos”. Minha lista de 8+:

  1. Edgar Allan Poe. O gênio delirante de Boston/Baltimore conseguia ser ao mesmo tempo cerebral e mexer com os terrores atávicos dos leitores. Sou fãzaço. Pai do conto policial moderno, criou o detetive Auguste Dupin e uma série de “histórias extraordinárias” que pendem mais pro gênero da literatura fantástica.
  2. Arthur Conan Doyle. Pai de Sherlock Holmes, o detetive mais famoso do mundo, excêntrico fumador de cachimbo, cheirador de cocaína e hábil em disfarces, que resolve casos por deduções lógicas de seu intelecto afiado. O parceiro doutor Watson é um figuraço, perfeita “escada” pro protagonista exibir seus dotes mentais. Dizem que Doyle resolveu vários casos reais usando os métodos de seu detetive fictício. Algumas das soluções de Holmes me parecem meio inverossímeis.
  3. Agatha Christie. Mãe do detetive belga Hercule Poirot e da velhinha esperta Miss Marple, a dama britânica era uma usina criativa. Escreveu mais de 80 obras de ficção, a maioria sobre crimes misteriosos, mas também alguns romances e peças ótimas com outros temas. Dos 50 e poucos livros que li dela, só adivinhei o assassino em três, embora ela recheasse as histórias com dicas. Meus favoritos são Cai o pano (o último caso de Poirot) e seu primeiro sucesso, O assassinato de Roger Ackroyd, de 1926 – em que ela usou um recurso narrativo inovador para a época, desprezando as convenções do romance policial (com essa dica você tem tudo pra descobrir o criminoso).
  4. Rubem Fonseca. Contista brilhante e mestre da palavra. Gostei muito de A grande arte. Também curti Bufo e Spallanzani, mas não tanto. Pai do detetive Mandrake, advogado carioca namorador e conhecedor do submundo do Rio. Seu livro de contos Feliz ano novo é espetacular. Não gostei do romance Agosto, mas, em se tratando de Rubem Fonseca, mesmo quando ele é ruim, é bom.
  5. Raymond Chandler. Suas histórias são cinematográficas e cheias de atmosfera noir, lembram um pouco os personagens de Humphrey Bogart. Um dos romances mais conhecidos de Chandler é Adeus, minha adorada.
  6. Patricia Highsmith. Gostei muito de O amigo americano e de O talentoso Ripley. Em ambos, o protagonista Ripley é um criminoso discreto cujas características são a extrema inteligência, a empatia e a amoralidade.
  7. Philip Kerr. Desse escritor escocês li somente a trilogia Berlim Noir (Violetas de Março, O assassino branco e Réquiem alemão), que se passa no início da ascensão do nazismo, durante a Segunda Guerra e no pós-guerra. Ixpetáclo!, a gente mergulha junto com os personagens naquele ambiente da História recente. O detetive é um cara durão e dono de um senso de humor peculiar, com frases boas que às vezes lhe custam umas porradas.
  8. Peter Hoeg. Conheço só um livro desse escritor dinamarquês: Miss Smilla’s feeling for snow (não sei como traduziram pro português, é algo como “o sentido da senhorita Smilla para a neve”). Em Copenhague, uma filha de groenlandeses decide fazer uma investigação amadora sobre a morte de um menino que caiu do telhado de seu prédio. As pegadas na neve são a chave que a leva a uma aventura na terra de sua mãe. Muito bom! Virou filme com Julia Ormond, mas na tela a história perdeu as sutilezas sobre diferenças culturais.

p.s.: Os links nos nomes dos autores remetem à Wikipedia (em português ou inglês), mas nem sempre os verbetes são muito esclarecedores. Pra ir mais fundo sugiro googlear em outras fontes.

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15

Feb

09

Três boas ferramentas online pra jornalistas

Três? Há dezenas, claro, mas vou me limitar às que mais achei interessantes na navegada que acabo de fazer. Antes vou mostrar o mapa do percurso, que também vale cada clique.

  1. Qipit. Ferramenta pra copiar, arquivar e compartilhar documentos com a câmera do celular ou câmera digital. É o que o agente 007 interpretado por Sean Connery adoraria ter nas suas missões pela Alemanha Oriental nos anos sessenta. Você fotografa uma página de anotações manuscritas, apontamentos num quadro-negro ou um documento impresso e envia a foto por e-mail pro site, que a transforma em um pdf legível. O Qipit dispõe do recurso de tags pra facilitar a organização do material.
  2. Jott. Você manda notas, lembretes e recados por voz pelo celular e eles são enviados aos destinatários na forma de e-mails ou mensagens de texto.
  3. Google Calendar. Já uso há algum tempo e abandonei de vez a agenda de papel. Uma grande vantagem é que pode ser facilmente programada pra enviar um SMS pro seu celular e/ou um e-mail pra sua conta, com a antecedência marcada pra cada compromisso – uma hora, duas horas, dois dias… Também dá pra criar várias agendas e compartilhar itens com outras pessoas.

p.s.: A pesquisa pra redigir este post foi feita exatamente na hora ganha com o fim do horário de verão.

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05

Jan

09

Nós e os livros

Li no blog do Maurício e copiei a ideia pra cá. São sete perguntas sobre leitura. As minhas respostas estão aí, mas me passei e contei bem mais do que foi pedido. Quer brincar também?

1. Livro que marcou sua infância
Tarzan,
de Edgar Rice Burroughs. Li toda a coleção aos dez anos na biblioteca pública de Natal. Também adorei A chave do tamanho, de Monteiro Lobato; O pequeno Nicolau (Goscinny e Sempé); a coleção Para gostar de ler (Fernando Sabino, Paulo Mendes Campos, Rubem Braga e Carlos Drummond de Andrade); e os quadrinhos de Asterix (Uderzo e Goscinny).

2. Livro que marcou sua adolescência
Muitos. Um dos inesquecíveis foi Nada de novo no front, de Erich Maria Remarque, sobre um soldado alemão na Primeira Guerra Mundial. Também guardo lembranças fortes de Histórias extraordinárias (Edgar Allan Poe); Huckleberry Finn (Mark Twain); toda a coleção de Sherlock Holmes (Conan Doyle) e dos livros de Agatha Christie – meus dois favoritos são O assassinato de Roger Ackroyd e Cai o pano. Um super marcante: O falecido Mattia Pascal, de Luigi Pirandello.

3. Autor que mais admira
Aí vão trinta, em diferentes gêneros e em ordem aleatória: Guimarães Rosa, García Márquez, Julio Cortázar, Jorge Luis Borges, John Fante, Raymond Carver, Charles Bukowski, Charles Baudelaire, Luis Fernando Verissimo, Machado de Assis, Isabel Allende, Ernest Hemingway, Dostoievski, Chekov, Manoel de Barros, Érico Verissimo, Mario Benedetti, Ítalo Calvino, Jack Kerouac, Henry Miller, Saint-Éxupery, Rubem Fonseca, Ignácio de Loyola Brandão, João Ubaldo Ribeiro, J.D. Salinger, Milton Hatoum, Oriana Falacci, Joseph Conrad, Gustave Flaubert, Rubem Braga. Quando eu crescer, quero escrever que nem o Braga.

4. Autor contemporâneo
Marçal Aquino.

5. Leu e não gostou
O Guarani, de José de Alencar. Talvez porque era leitura obrigatória.

6. Lê e relê
Vários. Gosto especialmente de voltar aos contos de Guimarães Rosa e de Poe.

7. Mania
Várias: escrever listas; fuçar velhas novidades em sebos; espalhar livros pela casa.

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01

Jan

09

DVeras Awards 2008: livros

Em 2008 li 26 livros. Uma média de 2,2 por mês. Metade do que eu pretendia, mas tá de bom tamanho. Os 5+ foram:

5) A incrível viagem de Shackleton (A. Lansing)
Aventura na Antártica. No começo do século 20, um navio ficou preso no gelo e o comandante precisou fazer uma marcha forçada de meses na tentativa de salvar a tripulação. História real e impressionante.

4) O carrasco do amor (Irvin D. Yalon)
Psicanálise, filosofia e ficção se combinam em sintonia fina no texto desse escritor. São várias histórias curtas em que ele relata alguns de seus casos, sem identificar os pacientes e misturando um pouco as histórias. Li num momento difícil e foi importante.

3) Os vagabundos do darma (J. Kerouac – releitura)
Tenho predileção especial por este livro. Há poucos dias o David Levin me enviou pelo correio uma revista New Yorker com um perfil de Gary Snyder (Zen Master, by Dana Goodyear), o poeta em quem Kerouac se inspirou ao criar o fascinante personagem Japhy Ryder. A vida de Snyder daria um livro – aliás, ele escreveu vários, de poesia e prosa, passando por temas como fauna selvagem, sexo, meio ambiente, lendas indígenas e zen-budismo.

2) Vale tudo (Nelson Motta)
A ultraextraordinária (com hífen ou sem hífen?) vida de Tim Maia contada de maneira acurada e divertida por alguém que foi seu amigo. Muito bom! Pra ler ouvindo Tim Maia.

1) 200 crônicas escolhidas (Rubem Braga)
O que dizer do texto de Rubem Braga? Quando eu crescer quero escrever como ele.

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18

Dec

08

Lagoinha do Leste entre as 10+

Li agora no blog do Maurício que a praia da Lagoinha do Leste, em Floripa, foi incluída pelo Guia Quatro Rodas na lista das 10 melhores praias do Brasil. Com toda a desconfiança que tenho quanto a listas desse tipo, reconheço a coincidência de opiniões: a Lagoinha é uma das "10 melhores praias do universo conhecido por mim" (e olha que ainda nem fiz essa lista). O acesso a ela pelo costão da praia do Matadeiro, numa caminhada de duas horas com visual fantástico do marzão, é também a trilha mais linda da Ilha de Santa Catarina.

p.s.: Faltou a matéria lembrar que, como o acesso à Lagoinha é relativamente difícil – só a pé de de barco -, os visitantes devem trazer de volta todo o lixo que produzirem.

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09

Dec

08

DVeras Awards 2008: serviços na web

Menções honrosas:

  • Blip.fm. Pra muita gente que ama descobrir, (re)ouvir e comentar de música, foi o achado do ano. Rendeu até algumas experiências sinestésicas, aleatórias e coletivas bacanas. Usei muito por um tempo (um grande barato dele é a integração ao twitter), depois enjoei, mas de vez em quando volto. Agora, por exemplo, tou ouvindo Buddy Guy, (You Give Me) Fever.
  • Gengibre. Esse “twitter de voz” pra compartilhar na web as mensagens enviadas por celular é uma idéia matadora. Ainda não testei porque, assim como o Inagaki (que testou), acho estranho ouvir minha voz gravada. Mas só de pensar nas possibilidades pro jornalismo e educação, entre outras, já viajo. Qualquer hora dessas crio coragem e vou “aliviar a garganta” (grande slogan).
  • Gmail. O webmail do Google continua imbatível e é o que melhor atende minhas necessidades. Uso o serviço há uns dois anos e ele sempre me surpreende com novidades, algumas úteis, outras irrelevantes, que posso optar por incluir ou não. Tou testando agora o novo módulo experimental Tasks, pra inclusão de listas de tarefas.

E o escolhido é…

Twitter. Tudo era apenas uma brincadeira, e foi crescendo, crescendo e, pra minha sorte, continuou brincadeira :) Comecei a usar o twitter a convite do Nando, a princípio com a intenção de ver qual era a onda e sartar fora. Mas essa coisa de microblogar em 140 caracteres vicia. Como isso converge com minha busca da síntese no texto, passei a publicar uns microcontos e poemitos – às vezes do ônibus, via celular. Conheci gente legal e terminei incorporando a ferramenta na coluna à direita deste blog (seção Rapidinha). O recente uso pra divulgação instantânea de avisos de utilidade pública na enchente de SC reforçou o que eu já observava: o twitter e similares ainda vão dar muito o que falar. Não vão substituir nada, e sim se somar aos meios que já existem pra dar uma experiência mais significativa de expressão social.

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08

Dec

08

DVeras Awards 2008: software

Menções honrosas:

  • Twhirl. Serve pra publicar e ler no Twitter e outras redes sociais de microblogs. Funciona com a plataforma Adobe Air, que ainda não entendi direito o que é. Bem melhor que o Twitterfox que eu usava antes.
  • Media Player Classic. É free, estável e roda diversos padrões de vídeo. Tem outro muito bom, também free, o coreano KMPlayer.
  • µTorrent. Cliente de bitTorrent pra Windows. Não é novidade pros geeks, mas passei a conhecer e usar este ano pra baixar (e subir, no espírito do compartilhamento) música e vídeo.

E o prêmio vai para…

Torproject. Permite navegar com privacidade e anonimato na internet, burlando monitoramentos e bloqueios. É bastante usado por ativistas e jornalistas em países onde há censura à rede. Deixa a navegação mais lenta, mas é bastante eficaz, embora não 100%, como eles mesmo advertem. O projeto é tocado por voluntários de diversos países.

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19

Nov

08

Duas coisas que detesto e uma que adoro em restaurantes

  1. Torneira com sistema automático de mola. Lavar as mãos é uma das maneiras mais eficazes de evitar a contaminação de alimentos. Essas molas geralmente interrompem o fluxo quando estamos bem no meio no ato. Acho um puta antimarketing isso de regular água em ambiente voltado à alimentação, por isso minha tendência é não frequentar restaurantes que usam essas torneiras. Imagino sempre o tipo de economia que estão fazendo na cozinha… (o sistema que usa infravermelho é bem mais eficiente e inteligente).
  2. Latas de azeite composto com 90% de soja e 10% de oliva. Até entendo que se faça um buraco pequeno numa lata de azeite de oliva colocada na mesa do cliente, mas pão-durice tem limite.
  3. Espaço pras crianças brincarem. Atrativo pra meninada, que não precisa ficar agüentando o papo-mala dos adultos, e comodidade pros pais, a sala de brinquedos é um diferencial que marca pontos positivos comigo. Se tem recreador, então, é dez.
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24

Sep

08

Trinta e sete idéias para ganhar tempo

Fiz esta lista no ônibus de casa pro trabalho. Talvez algumas dicas lhe sirvam. O principal objetivo, no meu caso, não é ganhar produtividade no sentido utilitarista, e sim ampliar as oportunidades de ócio. O que pode render outra lista até mais interessante, “idéias para aproveitar o tempo ocioso”. Se você quiser acrescentar novos pontos, comentar sobre estes ou dar dicas pra nova lista, fique à vontade.

  1. Pegar sol/ler/alongar-se/ouvir música enquanto espera o ônibus ou no percurso.
  2. Lavar louça enquanto a máquina de lavar roupas trabalha.
  3. Planejar durante a noite as tarefas do dia seguinte.
  4. Ações simultâneas no micro. Ex.: escrever e fazer download.
  5. Usar templates e macros pra tarefas repetitivas.
  6. Mais homebanking, menos agência bancária.
  7. Débito automático. Não esquecer de conferir pra evitar tretas.
  8. Pré-agendar pagamentos inescapáveis, tipo IPVA, IPTU.
  9. Planejar a semana pra ter ao menos um dia livre (computer free).
  10. Levar lista de compras ao supermercado.
  11. Começar pelos fundos, com os itens essenciais.
  12. Fazer reuniões em pé e fechar com decisões.
  13. Ao volante, alongar-se no sinal fechado.
  14. Agrupar tarefas. Ex., ler e-mails em certos períodos do dia.
  15. Escrever uma lista de pendências.
  16. Manter a lista de pendências sempre curta, atualizada e organizada por prioridades.
  17. Usar mais vezes o botão “desligar” da tevê.
  18. Fazer as pausas regulamentares a cada uma hora de digitação.
  19. Estabelecer um tempo-limite pra sofrer. Ex., não mais de 5 min/dia pra ter pena de si mesmo.
  20. Dormir bem e acordar de bem com o mundo.
  21. Reservar alguns minutos do dia pra esvaziar a cabeça de pensamentos e só respirar.
  22. Nunca perder uma oportunidade de fazer xixi.
  23. Usar o período do banho pra ter idéias criativas e se auto-examinar.
  24. Fazer check-ups médicos e odontológicos preventivos com regularidade.
  25. Andar com um caderninho pra anotar idéias.
  26. Ações simultâneas na cozinha: esquentar água enquanto descasca cebola etc.
  27. Deixar a caixa de entrada de e-mails o mais enxuta possível.
  28. Atacar primeiro as tarefas mais difíceis, depois as mais fáceis.
  29. Criar filtros no GMail (ou outro) pra catalogar mensagens mais freqüentes com rótulos.
  30. Usar agenda web sincronizada com o celular.
  31. Desligar o celular durante reuniões, almoços, cinema etc. (bóbvio ululante).
  32. Colocar listas de e-mail no modo “mensagem diária” com um resumo do período.
  33. Desinscrever-se de listas de e-mail de pouco ou nenhum interessse.
  34. Restringir o tempo de participação em redes sociais.
  35. Concentrar-se só nas redes mais relevantes.
  36. Usar leitor de RSS pra monitorar notícias, blogs etc.
  37. Manter um número enxuto de feeds no leitor de RSS.
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16

Sep

08

Dizer e calar

À moda da Ana Paula e suas Certezas biodegradáveis, aí vão algumas Confessions to the keyboard:

Eu já…

  1. fiquei calado quando devia ter falado;
  2. falei demais quando devia ter fechado a matraca;
  3. disse o que queria na hora certa, mas não como devia;
  4. disse a frase perfeita, mas só duas horas depois, sozinho;
  5. fiquei em silêncio no instante exato, mas não resisti… e ri. :)
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