Posts com a tag ‘dicas’

11

Feb

09

Algumas considerações sobre a vida de frila

Maurício Oliveira escreveu um excelente texto em seu blog Vila de frila, com dicas pra quem quer enfrentar os ônus e bônus do jornalismo profissional sem as amarras da carteira assinada. Destaco dois itens:


- A diversidade e solidez dos meus contatos atuais me dão segurança suficiente para um privilégio: se alguém com o qual nunca trabalhei me procura, só aceito o frila se for divertido ou bem remunerado – ou, melhor ainda, as duas coisas ao mesmo tempo. Trabalho chato e mal pago só topo fazer, e ainda assim muito de vez em quando, para os camaradas de longa data.
- O que escrevi acima tem a ver com a necessidade que sinto hoje de selecionar os frilas, por limitação de tempo, mas aprendi na prática que o trabalho chato ou mal remunerado de hoje pode propiciar o trabalho legal e bem pago de amanhã. Já tive provas disso inúmeras vezes.

Hoje faço frilas em período parcial, mas já passei um bom tempo vivendo profissionalmente assim como o Maurício e asseguro que suas orientações são preciosas. Entre as vantagens da vida de frila estão a deliciosa liberdade, conquistada com tempo e suor, de dizer não aos trabalhos chatos e mal pagos (com a ressalva que ele bem faz), gerir os seus próprios horários e – importante – se pautar em projetos próprios, autorais.

O outro lado da moeda é o que Maurício destaca no título do post: a insegurança. Sim, às vezes a vida de profissional liberal pode ser uma montanha-russa que alterna meses de altos rendimentos com outros de vacas magras. Reflexão zen: vida de frila é pra quem tem estômago forte pra aceitar o fato de que a estabilidade é uma ilusão (quem lhe garante que, num emprego fixo, amanhã o seu chefe não acorde de mau humor e lhe dê um pé na bunda?)

Se, mesmo sabendo da “instável” vida de frila, você quer entrar nessa, posso acrescentar alguns pitacos, sem a menor pretensão de achar que estou ensinando regras pétreas. São constatações sobre coisas que valem pra mim (ou deveriam, pois nem sempre consigo abraçar todas como gostaria) e talvez possam servir pra você:

- Faça uma poupança com uma parte da renda, o seu “Fundo de Garantia”. Assim dá pra atravessar as entressafras sem muito estresse.
- Inclua na sua remuneração um valor que cubra o que você teria de rendimento com férias, décimo-terceiro, participação nos resultados etc.
- Separe o dinheiro dos impostos. Gastá-lo como se fosse seu pode ser doloroso depois.
- Os três itens anteriores (fáceis de falar, difíceis de pôr em prática) levam a este: aprenda a cobrar o valor justo. Nem demais que afaste clientes, nem aviltante com o seu trabalho.
- Regue a network. Uma boa rede de contatos, alimentada pelo interesse genuíno nas pessoas e não por intenções imediatistas, é meio caminho andado.
- Desconcordando em parte com o Maurício: reconheço que ser generalista pode ser vantajoso, pois abre o leque de opções. Mas ter uma ou mais especialidades pode ser útil pra atingir certos nichos.
- Amplie o horizonte. O teletrabalho chegou pra ficar. Talvez a oportunidade que não aparece na sua cidade ou estado esteja logo ali, e você nem precise se mudar pra São Paulo pra chegar lá.
- Desenvolva a disciplina. Este é um dos mais valiosos atributos do bom frila. Não só pra levar a bom termo os trabalhos espinhosos, que exigem dedicação em madrugadas, domingos e feriados, como pra administrar com sabedoria o tempo e os rendimentos.
- Continuação do anterior: cumpra os prazos e compromissos. Claro que, com os imprevistos, os deadlines podem ser repactuados com o cliente, mas essa relação precisa ser clara e transparente desde o princípio: o que fazer, como, por quanto, data da entrega e data de pagamento.
- Juntou grana suficiente pras férias? Agende-se e tire férias!
- Crie um “dia desplugado”. Ainda preciso me esforçar nesse ponto, mas tenho tentado dedicar o sábado exclusivamente a assuntos não-profissionais. A ideia básica é que, se você não consegue parar nem um único dia da semana, está faltado algum planejamento.

Fico aqui por enquanto, mas adoraria continuar esse papo com outros profissionais frilas, que certamente têm boas ideias pra compartilhar. Quais são as suas dicas?

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09

Feb

09

Fotojornalismo

O melhor do fotojornalismo brasileiro em 2008. Dica do Adauri.

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30

Jan

09

Pílulas brasilienses

Na entrada do hotel onde tou hospedado tem uma Rural que pertenceu a JK. Conservadíssima, linda. Tenho vagas lembranças de infância de uma Rural na família, do pai ou de um tio.
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Hoje vi um cachorro preto passear de lancha e depois de jet-ski no lago Paranoá.
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Pitomba, nosso taxista cearense, contou que tem sucuri no lago. Gugleei “sucuri + paranoá” e encontrei uma matéria legal do Correio Braziliense, de 2003, sobre o que essas águas escondem.
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Semana passada o Botelho, catarinense radicado em Brasília, me contou uma história engraçada que presenciou em Salvador. Ontem ele botou no blog: Emplacamento baiano.
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Comida goiana é boa demais. Tem muita semelhança com a mineira. Mas não me arrisco no pequi, aquela armadilha espinhenta com jeitinho inocente.
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Lendo: Em águas profundas: criatividade e meditação, de David Lynch, o diretor de Veludo Azul e Mullholand Drive – Cidade dos Sonhos, dois dos filmes mais oníricos que já vi.
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O tuiteiro @tiagomx dá a dica: http://twtip.com, saite com dicas sobre Google, Photoshop, writing, life etc. In English.
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O designer João Zanatta dá esta outra: The 100 Most Popular Photoshop Tutorials 2008. Saiba como transformar uma mocréia numa sereia.
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Ei, Ana Paula, conheci uma cerveja nova hoje: Teresópolis, uma lager que vem numa garrafa gordinha. Boa. (curti o som da Amy Winehouse que você blogou; e fui atrás de outros).
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Contando as horas pra voltar pra Floripa.
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(pensando alto, depois de dois adiamentos: trilha da Lagoinha do Leste no carnaval?)

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21

Jan

09

Nota rápida sobre gastronomia nordestina

Almocei hoje no Mangai, restaurante de comida sertaneja que começou como uma bodega em João Pessoa e hoje tem filiais em Natal e em Brasília, onde tou agora. Dica do natalense-globetrotter Julio Gurgel. Diliça!, como dizem na Ilha. Vasta variedade de comida e sucos da terrinha (tomei um de siriguela, minha fruta favorita) que me deram até um pouquim de banzo. O suco é caro, mas a comida – a quilo – não é nada exorbitante. Na saída tem umas redes no alpendre – o detalhe me conquistou de vez.

De tarde ganhei duas rapaduras do Pitomba, motorista de táxi cearense que presta serviços pra mim e pros colegas aqui. Confesso que nunca fui muito fã de rapadura, aquela que “é doce mas não é mole”, mas me senti honrado com o simbólico tijolo da amizade. Agradeci e disse que tinha medo de quebrar um dente, mas ele deu logo a dica infalível: “Raspe e coma com farinha!” Caba bom. Como se diz lá no Ceará, respeite!

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06

Nov

08

Guia da reforma ortográfica

O iG colocou à disposição pra download o Guia da Reforma Ortográfica da Michaelis [pdf, 971 kb], que explica em detalhes as mudanças.

Dúvida aleatória: a infraestrutura brasileira sem hífen vai melhorar ou piorar?

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24

Sep

08

Trinta e sete idéias para ganhar tempo

Fiz esta lista no ônibus de casa pro trabalho. Talvez algumas dicas lhe sirvam. O principal objetivo, no meu caso, não é ganhar produtividade no sentido utilitarista, e sim ampliar as oportunidades de ócio. O que pode render outra lista até mais interessante, “idéias para aproveitar o tempo ocioso”. Se você quiser acrescentar novos pontos, comentar sobre estes ou dar dicas pra nova lista, fique à vontade.

  1. Pegar sol/ler/alongar-se/ouvir música enquanto espera o ônibus ou no percurso.
  2. Lavar louça enquanto a máquina de lavar roupas trabalha.
  3. Planejar durante a noite as tarefas do dia seguinte.
  4. Ações simultâneas no micro. Ex.: escrever e fazer download.
  5. Usar templates e macros pra tarefas repetitivas.
  6. Mais homebanking, menos agência bancária.
  7. Débito automático. Não esquecer de conferir pra evitar tretas.
  8. Pré-agendar pagamentos inescapáveis, tipo IPVA, IPTU.
  9. Planejar a semana pra ter ao menos um dia livre (computer free).
  10. Levar lista de compras ao supermercado.
  11. Começar pelos fundos, com os itens essenciais.
  12. Fazer reuniões em pé e fechar com decisões.
  13. Ao volante, alongar-se no sinal fechado.
  14. Agrupar tarefas. Ex., ler e-mails em certos períodos do dia.
  15. Escrever uma lista de pendências.
  16. Manter a lista de pendências sempre curta, atualizada e organizada por prioridades.
  17. Usar mais vezes o botão “desligar” da tevê.
  18. Fazer as pausas regulamentares a cada uma hora de digitação.
  19. Estabelecer um tempo-limite pra sofrer. Ex., não mais de 5 min/dia pra ter pena de si mesmo.
  20. Dormir bem e acordar de bem com o mundo.
  21. Reservar alguns minutos do dia pra esvaziar a cabeça de pensamentos e só respirar.
  22. Nunca perder uma oportunidade de fazer xixi.
  23. Usar o período do banho pra ter idéias criativas e se auto-examinar.
  24. Fazer check-ups médicos e odontológicos preventivos com regularidade.
  25. Andar com um caderninho pra anotar idéias.
  26. Ações simultâneas na cozinha: esquentar água enquanto descasca cebola etc.
  27. Deixar a caixa de entrada de e-mails o mais enxuta possível.
  28. Atacar primeiro as tarefas mais difíceis, depois as mais fáceis.
  29. Criar filtros no GMail (ou outro) pra catalogar mensagens mais freqüentes com rótulos.
  30. Usar agenda web sincronizada com o celular.
  31. Desligar o celular durante reuniões, almoços, cinema etc. (bóbvio ululante).
  32. Colocar listas de e-mail no modo “mensagem diária” com um resumo do período.
  33. Desinscrever-se de listas de e-mail de pouco ou nenhum interessse.
  34. Restringir o tempo de participação em redes sociais.
  35. Concentrar-se só nas redes mais relevantes.
  36. Usar leitor de RSS pra monitorar notícias, blogs etc.
  37. Manter um número enxuto de feeds no leitor de RSS.
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16

Aug

08

Miudezas

A Carol Grilo dá uma dica quente de brechó em Floripa: La Caja de Pandora, com livros, roupas, discos, acessórios e mil trequinhos legais. A conferir.

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30

Jul

08

Ciclista na boca da noite 2

Russas, CE. Foto original colorida e desfocada. Sem o menor constrangimento usei o fotoxopi pra descartar a cor e dar ligeira granulação, o que cria um ar onírico e salva o clique. Hora mágica, em que os animais diurnos estão se recolhendo e os da noite ainda não saíram das tocas. Desde criança o fim de tarde me enche de melancolia. Até hoje tento capturar em imagens a síntese disso. Essa coisa do retorno pra casa, do filho que espera o pai e a mãe olhando o movimento da esquina. Da metáfora da morte, implícita no sol que se vai. Aí escurece e o sentimento se evapora diante da mesa de jantar ou de sinuca, o que seja. Até a imagem do próximo ocaso ser filtrada pelo olhar.

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23

Jul

08

O coco nosso de cada dia (2)

Manta no xopin de artesanato: 55 reais. Manta negociada direto com o fornecedor que traz a mercadoria de Pernambuco: 40 reais. Sobram 15 pra tomar de água de coco. Do ambulante na praia.

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23

Jul

08

O coco nosso de cada dia

Água de coco de vendedor ambulante na praia: cinquenta centavos. No quiosque: dois reais. Descobrir isso depois de tomar água de coco no quiosque tem preço sim: três cocos não tomados.

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