Posts com a tag ‘cinema’

21

Jun

12

Uma partida como você nunca viu

Partida de xadrez de um clássico do cinema, representada em animação. Dica do Fabrício Boppré.

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31

May

12

O porco em Munique

“Espírito de Porco – Der Geist des Schweins”, doc de 52 min que dirigi com o Chico Faganello sobre os impactos da suinocultura industrial, vai ser exibido dia 7 de junho no centro cultural EineWeltHaus, em Munique, Alemanha. O público vai ter a oportunidade de debater com a sra. Hintz, gerente de vendas da Herrmannsdorfer Landwerkstätten, sobre sua experiência com produção de carne orgânica artesanal como uma alternativa para o abate industrial. A exibição faz parte de um evento sobre alimentação, organizado pelo Fórum Norte-Sul e patrocinado pelo Departamento Cultural de Munique, em cooperação com a Iniciativa Cadeia Alimentar. Grande abraço pros parceiros Lícia Brancher, Nane Faganello, Cíntia Domit Bittar, Vinicius Muniz e pra toda a equipe que trabalhou no filme.

A programação do evento está aqui (em alemão).

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26

Apr

12

A psicologia ambiental e o porco

Hoje de manhã o Chico Faganello e eu participamos de um debate sobre nosso doc Espírito de Porco com os estudantes de Psicologia do Cesusc, mediado pelas professoras Gilvana da Silva Machado e Marcela Gomes de Toledo. Riquíssima troca de ideias sobre comportamento, relações de consumo, alimentação, impactos ambientais, conformismo e subversão, entre outros assuntos. É muito bom saber que o filme desperta tantas inquietações, associações de ideias e descobertas – inclusive da nossa parte. Agradeço o convite dos organizadores, profs. Luciana Schmidt e Gabriel Henrique Collaço. Uma das debatedoras foi a “vegan” Alana Domit Bittar, irmã da Cíntia Domit Bittar, que editou o porco de maneira tão talentosa e inspirada. Valeu!

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25

Jan

12

Fibra

Trailer do novo documentário de Fernando Evangelista e Juliana Kroeger, Fibra, sobre a Coepad, de Florianópolis, primeira cooperativa brasileira formada por pessoas com deficiência intelectual. O lançamento está previsto para março. Mais informações no sítio da produtora DocDois.

Trailer do documentário Fibra from Doc Dois on Vimeo.

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05

Jan

12

Cinema catarinense de graça

A primeira quinzena de janeiro no novo Cinema do CIC – Centro Integrado de Cultura de SC – é dedicado ao cinema catarinense. Entrada gratuita. Confira a programação. Se você ainda não viu Espírito de Porco, vai passar neste domingo.

Cinema do CIC

Programação Especial Primeira Quinzena de Janeiro 2012

- Dedicada ao Cinema Catarinense – Entrada Gratuita

Dia 06/01 – Sexta-Feira :

20:30h – Fritz – de José Alfredo Abrão

Ficção, 22min, 2010

A vida do naturalista Fritz Muller (1822-1897). O filme relembra os últimos momentos de sua vida, suas pesquisas, a colaboração e a correspondência com Charles Darwin, a vida com a esposa e as filhas na colônia de Blumenau, o contato com os índios e as impressões sobre a exuberante natureza tropical.

21:00h – Seo Chico, Um Retrato – de José Rafael Mamigonian

Documentário, 95min, 2004

A história do lavrador Francisco Thomaz dos Santos, o conhecido Seo Chico que morou por seus 64 anos no sul da Ilha de Santa Catarina. O filme revela a rotina do protagonista, um dos últimos a viver num engenho e produzir a cachaça artesanal, atividade tradicional da Ilha de Santa Catarina e Litoral do Estado, colonizado por imigrantes açorianos. Em 1996, foi assassinato em circunstâncias misteriosas.

Dia 07/01 – Sábado:

20:30h – Desilusão – de Bob Barbosa e Marco Stroisch

Ficção, 23min, 2008

Entrelaça as expectativas do menino Maninho, que quer montar um boi-de-mamão e da jovem Maria da Graça, que alimenta o sonho de ser rainha da bateria. No pequeno espaço da comunidade onde moram, suas vidas seguem, caminhos paralelos que podem se cruzar a qualquer momento.

21:00h – Aos Espanhóis Confinantes – de Angelo Sganzerla

Ficção, 85min, 2008

Em tom de documentário, o filme narra a viagem épica ao Oeste do Estado realizada em 1929 pelo governador Adolpho Konder. No lombo de burros e cavalos, de carroça, automóvel, lancha e trem, um grupo de 30 homens, formado por historiadores, chefe de polícia, agrimensores, consultor jurídico, e deputados, percorreu 3 mil quilômetros. O objetivo da empreitada era tomar posse do território catarinense, em litígio com a Argentina e combater o banditismo reinante na região.

Dia 08/01 – Domingo:

20:00h – Black Out, A Comédia do Sinistro – de Marco Stroisch

Ficção,22min, 2008

Blackouts gira em torno do apagão ocorrido no final de 2003, que deixou a ilha às escuras por quase 60 horas. A história traz recortes bem-humorados da influência do evento no cotidiano dos moradores da ilha. Um deles trata de uma discussão de relacionamentos de um casal no elevador.

20:30h – Espírito de Porco – de Dauro Veras e Chico Faganello

Documentário, 52min, 2009

O Espírito de Porco defende os suínos narrando a sua trajetória, desde o nascimento até quando a sua carne vai para a mesa. Ele discute a alimentação e a poluição; apresenta os humanos com quem convive e os problemas do seu cotidiano; defende o seu valor e busca semelhanças com as pessoas.

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Dia 13/01 – Sexta-Feira :

20:30h – L’amar – de Sandra Alves.

Ficção,19min, 2003

Duas amigas, durante um fenômeno conhecido como “Calmaria 88″, ficam à deriva em alto mar numa prancha de windsurf. Esta situação inesperada, onde o desespero de ambas ecoa mudo na imensidão do oceano, as aproxima de forma física e emocional. Seus corpos numa situação limite se somam, como numa poesia cruel, ao mar apático e ao sol torturante.

21:00h – Doce de Coco – de Penna Filho

Drama, 104min, 2009

Narra a história de Madalena, uma sacoleira, e seu marido Santinho, artesão sacro, num momento em que a crise econômica do país também abala as finanças da família. Para sair da situação difícil em que se encontra, o casal apela para as apostas na loteria, até que a mulher tem um sonho fantástico: a existência de um tesouro enterrado no cemitério da pequena cidade em que vive, a imaginária Fartura. O problema é desenterrar o tesouro, quando o casal vive situações embaraçosas e muito hilariantes.

Dia 14/01 – Sábado:

20:30h – Cerveja Falada – de Demétrio Panaroto, Luiz Henrique Cudo e Guto Lima.

Documentário, 15min, 2010

Rupprecht Loeffler foi um senhor de 93 anos de idade. Sua profissão? Mestre cervejeiro. Ele e sua cervejaria, a “Canoinhense”, que está em atividade desde 1915, são os personagens deste documentário. Uma viagem no tempo.

21:00h – Muamba – de Chico Faganello

Ficção,78min, 2010

Lian é um jovem de uma fronteira sul americana em conflito com o pai, um contrabandista disfarçado de criador de insetos. Com uma câmera que grava o que nem todos conseguem ver, Lian viaja em busca da liberdade e de um carro ganho em um concurso de TV, e encontra um mundo desconhecido.

Dia 15/01 – Domingo:

20:00h – Nem o Céu, nem a Terra – de Isabela Hoffmann

Ficção,25min, 2005

Explora os conceitos extremos da ilusão e da realidade vividos por crianças inseridas no contexto da violência urbana.

20:30h – Celibato no Campo – de Cassemiro Vitorino e Ilka Goldschmidt

Documentário,52min, 2010

A intensa migração de filhos de agricultores, sobretudo de jovens mulheres, que saem para estudar e dificilmente retornam às propriedades rurais faz surgir um novo fenômeno social: o celibato masculino no campo.

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20

Nov

11

28 filmes sobre jornalismo

Estou fazendo um delicioso curso de extensão na UFSC com o professor Francisco Karam: Jornalismo, Jornalistas e Cinema: representações. Durante seis encontros, vamos conversar sobre dezenas de filmes em que a profissão de jornalista é retratada, às vezes de maneira exagerada ou caricata – com seus dilemas éticos, aventuras e tragédias, glamour, decadência, bebedeiras, manipulações, idealismos. Só o tema já valeria o curso. E quando temos um professor do quilate do Karam pra mediar essa exploração, tudo fica ainda mais interessante.

Boa parte das obras que ele cita estão nesta lista do ObjEthos, com mais de cem filmes sobre jornalismo. A maioria é acompanhada de resenhas. Desses cento e tantos, vi 27 – a vida é curta pra tanto filme bom. Aproveito pra compartilhar esta minha lista, que tem um bonus track de Fellini. A ordem da lista é aleatória e irrelevante. Recomendo todos. Os que estiverem em negrito são recomendações especiais.

  1. A montanha dos sete abutres (Ace in the Hole, EUA, 1951, Billy Wilder). Um clássico do cinema, com a magistral interpretação de Kirk Douglas como jornalista inescrupuloso que prolonga uma tragédia pra vender mais jornal.
  2. Boa noite e boa sorte
  3. Capote
  4. Cidadão Kane (Citizen Kane, EUA, 1941, Orson Welles). Pra muitos, o melhor filme já feito. Não sei se chega a isso, mas vale conferir, sem dúvida.
  5. Diamantes de sangue
  6. Frost-Nixon
  7. Herói por acidente
  8. Intrigas de Estado
  9. Leões e cordeiros
  10. Medo e delírio
  11. O americano tranquilo (The Quiet American, EUA, 2002, de Philip Noyce, com Michael Caine). Belo filme ambientado no Vietnã durante a Guerra Fria, é a segunda adaptação do romance de Graham Greene.
  12. O diabo veste Prada
  13. O dossiê Pelicano
  14. O informante
  15. O povo vs. Larry Flint
  16. O show de Truman (The Truman Show, EUA, 1998, Peter Weir), sobre um homem que vive em um reality show sem saber. Com Jim Carrey, quase sem caretas.
  17. Os gritos do silêncio (The Killing Fields, Inglaterra, 1984, Roland Joffé). Amizade entre dois repórteres durante o conflito do Camboja.
  18. Profissão: repórter (The Passenger, 1975, Michelangelo Antonioni). Questionamento sobre o tédio existencial, a verdade e o papel da imprensa. O protagonista é o grande Jack Nicholson.
  19. Quase famosos
  20. Quizz Show
  21. Salvador, o martírio de um povo (1981, EUA, Oliver Stone). Filmaço sobre a cobertura do conflito de El Savador, com o grande ator James Woods.
  22. Sob fogo cerrado
  23. Talk Radio – Verdades que matam (Talk Radio, EUA, 1988, Oliver Stone). A polêmica levada ao extremo num programa de rádio. Muito bom. O curioso é que ele foi quase todo filmado em um estúdio e mesmo assim mantém o pique até o fim.
  24. Terra de ninguém
  25. Todos os homens do presidente (1976, EUA, Alan J. Pakula). Clássico sobre a investigação do escândalo de Watergate pelos dois repórteres do Washington Post, em excelente interpretação de Robert Redford e Dustin Hoffmann.
  26. Tropa de Elite 2
  27. Um grito de liberdade
  28. A doce vida (1960, Federico Fellini). Clássico, must-see. O repórter interpretado pelo genial Marcello Mastroianni ganha a vida cobrindo celebridades. O personagem do fotógrafo deu origem ao termo “papparazzi”.

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03

Nov

11

ó o Doc Aí de novo

Recebi da Ilka Goldschmidt e compartilho.

A Cinemateca tem o prazer de anunciar, em Florianópolis, a terceira edição da Mostra Nacional de Documentários de Chapecó ó o Doc Aí.

A mostra, que acontece entre os dias 8 e 12 de novembro em Chapecó, é um evento anual e gratuito que visa estimular a participação da população em geral e tornar o gênero acessível. É promovida pela Cinelo – Associação de Cinema e Vídeo de Chapecó e Região.

A Pré Mostra ó o Doc Aí, composta por três dos documentários exibidos na edição anterior (2010), será exibida pela Cinemateca Catarinense em seus dois cineclubes – no Pitangueira dia 1/11 e no Ieda Beck nos dias 03/11 e 04/11, sempre às 20h, em Florianópolis.

A Mostra acontece com o apoio da Travessa Cultural e Casa das Máquinas.


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23

Oct

11

Qual queijo você quer?

Qual queijo você quer?, dirigido pela querida Cíntia Domit Bittar, ganhou o prêmio de melhor curta no Festival do Rio. Esse filme é o primeiro dos muitos sucessos que certamente virão da talentosa equipe da Novelo Filmes, que completa um ano de existência. A história aborda com humor a crise conjugal de um casal de idosos. Pelos festivais onde é exibido, Qual queijo você quer? tem arrancado aplausos de crítica e público. Tou me mordendo de curiosidade pra ver. Clique na imagem ao lado pra ampliar o cartaz-release.

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12

Aug

11

Personagens

Recebi da Sofia Mafalda. Vale conferir.

Cinemateca Catarinense, Fundação Franklin Cascaes, Pref. Municipal

de Florianópolis, Funcine e Travessa Cultural apresentam:

Cineclube Ieda Beck

Quarta, 17 de agosto de 2011, 20h – ENTRADA FRANCA

Cinemateca Catarinense – Travessa Ratclif, 56

Documentários

No último dia 7 de agosto, o audiovisual brasileiro celebrou essa arte do cinema universal, o Dia do Documentário. A data é uma iniciativa da Associação Brasileira de Documentaristas e Curta-Metragistas, a ABDeC, que escolheu o dia para destacar a importância do gênero, fortalecê-lo na sociedade e estimular a visibilidade das produções do setor.

Em 7 de agosto nasceu Olney São Paulo, documentarista eleito pelas 27 ABDs do Brasil por importantes contribuições ao segmento. E as ABDs de cada estado organizaram eventos para o dia não passar em branco.

Nós como apreciadores deste gênero não poderíamos deixar de fora o merecido tributo. Com todo o respeito que o gênero merece, a curadoria do Ieda Beck – agora mais rica com dois novos membros, Gabriela Bressola e Tiaraju Verdi – fez uma seleção pra lá de documental. Misturando os novos talentos com os mais experientes, preparamos duas sessões com olhares daqui e do Brasil afora, para mostrar a arte de abordar a realidade com criatividade.

Nos dias 17 e 31 de agosto, ás 20h, o cineclube Ieda Beck projetará realidades, fatos e versões, levando o espectador a desvendar histórias comuns ao seu olhar. Nas sessões, a presença de realizadores, para aquele bate papo informal.

No dia 17 de agosto: Sessão Personagens. Quarta-feira.: 20h

“Banho Santo”, direção Ademir Damasco (Doc/SC/9’/2010)

Francisco Alexandrino Daniel, Seu Chico (84 anos), figura fantástica que habita o interior da Ilha, Campeche. Costuma banhar-se e colher Marcela para fazer chá na sexta-feira santa antes do nascer do sol pois acredita que assim terá proteção necessária para se livrar dos males da vida.

“O Joaquim”, direção de Marcia Paraíso (Doc /SC/ 26’/2008)

Vila do Veiga, zona rural do Distrito de Dom Maurício, Quixadá, sertão do Ceará. Encravado entre morros vive Joaquim Roseno, 68anos, seus filhos e netos. Vivendo basicamente de sua lavoura de subsistência, ele faz o que faziam seus pais, seus avós e bisavós- trabalha na roça, cria galinhas, toma Catuaba, canta um farto repertório de músicas, e é mestre/puxador de um grupo de Dança de São Gonçalo, ainda dançada como em sua origem – encomendada por fiéis como pagamento de promessas feitas ao santo.

“Fritz”, direção José Alfredo Abraão (SC/22’/2011)

Um curta que interpreta os últimos momentos da vida do naturalista teuto-brasileiro Fritz Müller. Esse personagem, um dos mais significativos da nossa história, emigrou da Alemanha em 1852 com mulher e filha, para viver na recém-criada colônia de Blumenau, às margens do rio Itajaí, na província de Santa Catarina. Música de Naná Vasconcelos.

“A História de Delinho”, direção Flavio Chiarini Pereira (Doc/15’/SC/)

Pobre e sem instrução, Delinho virou figura folclórica em Estiva, entretendo os moradores com suas piadas e fala enrolada, muitas vezes sob o efeito do álcool.

“O Velho da Bengala”, direção Rodrigo Amboni e Yannet Briggler. (Doc/2006/8’/SC)

A personalidade agressiva, solitária e contraditória, sua extraordinária casa feita a “barro e pedra” e as histórias contadas pelas pessoas da comunidade, fazem do velho da bengala uma lenda viva no sul de SC.

A seguir, Sessão Lugares.: Quarta-feira.: 31 de agosto: 20h

“De Volta para Casa” de Richard Valentini, “Temporão”, de Felipe Carrelli, “A Praça XV” de Giovana Zimermann, “Ilha das Flores” de Jorge Furtado, “Viagens a Biguaçu”, de Fabio Bruggmann.

O QUE: sessão do Cineclube Ieda Beck “Documentário”

QUANDO: quartas 17 e 31 de agosto, às 20h.

ONDE: Cinemateca Catarinense – Instituto Arco-Íris. Travessa Ratclif, 56 (esquina com João Pinto)

QUANTO: Entrada Franca

CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: 12 anos

UMA REALIZAÇÃO: Cinemateca Catarinense, Pref. Municipal de Florianópolis, Funcine, Travessa Cultural, Fundação Franklin Cascaes.

CONTATOS: cineiedabeck@gmail.com / Cinemateca Catarinense (48) 3224.7239 Sofia Mafalda (48) 9125.5306

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25

Jul

11

Jeremy e o primeiro amor

Assisti Jeremy aos 11 anos de idade. Hoje, aos 45, eu o revejo com o mesmo encantamento daquela madrugada diante da tevê. Dirigido por Arthur Barron em 1973, o filme conta a história de amor entre dois adolescentes, interpretados pelos então estreantes Robby Benson e Glynnis O’Connor. Um enredo banal serve de base para esta pequena joia do cinema. Jeremy é um tímido aprendiz de violoncelo numa escola de artes de Nova York. Quando conhece Susan, a recém-chegada estudante de balé, de lindos olhos tristes, seu mundo se transforma.

O frescor ingênuo, a empatia entre os dois atores – que também namoraram fora da tela – e a câmera 16 mm em estilo quase documental criam uma atmosfera intimista de grande autenticidade. Susan e Jeremy são “adultos-crianças” que descobrem juntos a sexualidade e a arrebatação do primeiro amor. Ao mesmo tempo, não são donos de seus destinos. E logo também descobrem que nada é pra sempre. A música-tema, The hourglass song (de Joseph Brooks, interpretada pelo próprio Robby Benson), é linda de chorar.

Jeremy está longe de ser uma obra-prima, mas recebeu reconhecimentos da crítica – em Cannes foi nominado para a Palma de Ouro e o diretor ganhou o prêmio de melhor primeiro trabalho. Em 1974, Robby Benson concorreu ao Globo de Ouro na categoria estreante mais promissor. Aos espectadores de 2011, os penteados e calças boca-de-sino dos anos 70 provocam ligeiro efeito cômico. Mas não importa. O filme conquista pela maneira honesta como aborda esse rito de passagem. Se você viveu um grande amor na adolescência, vai gostar.

Com informações do IMDB e fotos do blog Obscure One-Sheet.

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