23
jun09
Comendo maçã
- Pai, esse pedaço da maçã tá estragado…
- Tá não, Bruno. Daí sai um galhinho que fica pendurado na árvore. Vai comendo os arredores.
- Mas onde que tá o arredói?
07
jun09
Impressões do Ceará
Meninos brincando com camaleão no distrito de Flores, em Russas (CE). No centro do rio Jaguaribe, uma carnaúba está coberta quase até a copa. Imagem atípica pra quem tá acostumado com o chão rachado da caatinga. Clique na foto pra vê-la ampliada.
Trinta graus num dia (Ceará), dez graus no outro (Santa Catarina). Castanha acolá, pinhão aqui. Contrastes do Brasilzão continente.
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Criança é de uma espontaneidade comovedora. Bruno, no embarque de volta pra casa: “Pai, o avião vai cair?” Segurei a mão dele: “Vai não, filho”.
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Mesmo com todo o estrago provocado pelas chuvas e pelos políticos (esse é antigo), o Ceará ainda é um dos estados mais lindos do Brasil.
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Na sexta fomos ao belo e enorme Centro Cultural Dragão do Mar, em Fortaleza. É de fazer o acanhado CIC de Floripa corar de vergonha.
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No Dragão do Mar encontrei um livro que procurava há anos: uma reedição do hilário Glosa Glosarum, do poeta potiguar Celso da Silveira. Aguardem trechos.
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Amigos de Natal: não foi desta vez que matamos a saudade. A semana passou voando, não deu mesmo pra ir até aí.
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Na ida pro Castanhão – um açude monumental – cruzamos um rio de balsa no distrito de Flores, em Russas. Paisagem amazônica no sertão.
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Eu tinha um nojinho de Canoa Quebrada, a ex-meca dos hippies, hoje “disneylândia dos gringos”. Mas passei um dia lá e mudei de ideia.
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Russas tem uma pracinha deliciosa. Igreja, barzinhos, lan-houses, pipoqueiros, camas elásticas, casais paquerando…
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Impressões contraditórias sobre Fortaleza, que conheço desde a infância. Cultura exuberante, gente boa, caos urbano, cercas eletrificadas.
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Dizem que, em Fortaleza, o calçamento das ruas é feito com a parte lisa das pedras virada pra baixo. Que maldade!
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Amostra do humor cearense em dois nomes de restaurantes em Fortaleza: De frente para o futuro (diante de um cemitério) e Casa do Cará (peixaria).
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Seu Lunga estava na beira da estrada e um homem o cutucou: “A BR é aqui?”. E ele, com sua gentileza proverbial: “É não, aqui é o meu ombro!”
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O mais duro de voltar pro Sul não é nem encarar o frio, vou sentir falta mesmo é da sesta depois do almoço.
23
abr09
15
mar09
Paradoxos arquitetônicos
O que seria deste blog(ueiro) sem as miguelices e brunitezas?
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Bruno, enquanto visitava o enorme santuário de Madre Paulina, em Nova Trento:
- O que é isso? Um shopping? Onde tá a escada rolante?
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Miguel e suas perguntas que não esperam resposta:
- Pai, por que não pode correr em corredor? Devia ser “andador”.
26
fev09
Brunitezas e o processo civilizatório
No dia 10 o Bruno fez a estreia no universo escolar (e eu hoje tou estreando estreia sem acento). O primeiro dia foi aparentemente tranquilo, mas em todos os seguintes ele chorou na despedida – a cada dia um tiquinho menos. A vó perguntou o que ele tinha gostado mais na escola. E ele:
- Quando o pai vai me buscar.
17
fev09
09
fev09
A primeira vez de Bruno
Primeiro dia de aula do Bruno. Não pude acompanhá-lo, ele foi com Laura, Miguel e Lu. Ficou na boa, sem chorar. No começo um pouco tímido, mas logo já tinha se sentado e tava brincando.
05
fev09
Brunitezas: natação
For the record: primeiro dia do Bruno na natação. As voltas que o mundo dá: ele é coleguinha de turma do Theo, filho dos amigões Joca Wolff e Val. Os dois ainda estão tímidos, agarrados na professora, mas logo logo vão virar uns golfinhos.
22
nov08
De crianças e presépios
A mãe montou um presépio. E os meninos já vieram com os comentários:
Miguel: – Que legal! É de colecionar?
Bruno: – Esse aqui voa!
Pega o boneco do anjinho e sai brincando de super-herói. Depois volta e fica olhando o presépio:
- Agora eles vão lutar.
A mãe explica que não, eles estão ali pra comemorar o nascimento do menino; Bruno segura o bebê, coloca nas costas do jumento e diz:
- Anda, cavalo, anda!
18
nov08









