30
Nov07
Exposição de fotos de iatismo
Iatismo em fotos de Sérgio Vignes mostra fotos produzidas em janeiro e fevereiro deste ano no décimo-oitavo Circuito Oceânico da Ilha de Santa Catarina. De 3 a 31 de dezembro no Restaurante Central, horário de almoço – avenida Osmar Cunha, centro, Floripa.
20
Nov07
Floripa Adventure

Fim de tarde nas dunas da Joaquina e praias
do Leste de Floripa. Foto: Rogério Mosimann.
O amigo e parceiro Rogério Mosimann acaba de reativar um projeto antigo, que estava na gaveta por conta de compromissos acadêmicos: o Floripa Adventure, espaço virtual com informações sobre turismo, aventura e meio ambiente. Nesse blog ele alia a experiência de jornalista antenado com a adquirida no tempo em que trabalhou como operador de turismo de aventura. O resultado é um guia de qualidade, com informações sobre temas bem variados. A semente do Floripa Adventure surgiu em 2000 no Rio, quando Rogério e eu desenvolvemos um projeto chamado Guru de Viagem. Na época a idéia não decolou, mas sua semente ficou incubada por um tempo e agora está aí, um ixpetáculo. Tenho pequena participação com alguns textos da época do Guru e depois em parcerias com Rogério para publicações turísticas da editora Letras Brasileiras. Boa navegada! Se gostar, passe o link adiante pros amigos.
05
Nov07
Diários da América Latina
(…) Depois de uma semana em Puerto Obaldia, um pueblito de 600 pessoas na fronteira com a Colombia, tomamos, finalmente, o barco. Puerto Obaldia foi um pouco chato. É zona de fronteira e de segurança, entao, tinhamos que pedir licença pra policia até pra ir caminhar na praia, que nem é tao bonita assim. Nossa pousada era a unica da vila, bem fraquinha, mas pelo menos, tínhamos um teto. O banho era de cuia. Comemos apenas arroz com peixe frito todos os dias. Nao tem frutas, nao tem verduras, nao tem leite, nao tem carne no povoado. Ah, rolou um frango, um dia. E bananas verdes fritas, que è prato típico na colombia, venezuela, equador e panamá tb. Nao é saboroso, mas pelo menos alimenta e tem vitaminas. Mas no final, foi legal, curtimos.Muitas histórias rolaram. Na pousada acabamos conhecendo outros ” naufragos” como a gente. Um mariner americano que esta na reserva e se chama Rodrigo. Apesar de mariner, super gente boa. U/m colombiano que està pedindo asilo polìtico no Panamà e nao pode sair de Obaldia de jeito nenhum, outro colombiano novinho que tb està tentado sair da colombia e foi mandado embora no primeiro dia, antes de conseguir entrar em Obaldia ( nao ganhou visto), um nicaraguense-brasileiro que morou em itapema, um casal de artesaos franceses que esta viajando há mais de um ano e que dormiam na praia pq nao tinham dinheiro pra gastar com hospedagem, enfim…Na ultima noite chegou carne no povoado, mandado pelo exército. compramos e fizemos um churrasco. Foi bem legal. Estava rolando uma festa da cidade em Obaldia que durou quatro dias. Foi por isso que o barco demorou a sair, pq a tripulaçao era de lá e nao queria zarpar antes da festa terminar. Por isso, todo dia a saìda era adiada atè que saìmos no sábado, exatamente uma semana depois de chegarmos neste lugar perdido, sem estradas, mas com internet. (…)
19
Oct07
Amante na China
A Zeca – Maria José Baldessar, professora de jornalismo da UFSC – me passa mais uma indicação legal de blog: Amante na China. É do Richard, ex-aluno dela que se formou em 2002 e agora está por aquelas bandas estudando mandarim, entre outras coisas que não tive tempo de descobrir. Texto bem-humorado e informativo, com muitas fotos bonitas, relatos do cotidiano em Beijing e de viagens – ele esteve na Mongólia há pouco. Gostei muito. É um grande incentivo pra um dia fazer essa aventura. Trecho:
(…) No meio de uma dessas conversas, uma chinesa parou e perguntou se eu entendo chinês. Eu disse que falo pouco, muito pouco, aí ela começou a conversar com a Lauren, que já entende e fala um pouco mais. Resumindo, ela era produtora de cinema e estava procurando dois estrangeiros para fazer uma gravação de última hora, ainda hoje, para um filme chinês. Seriam dois policiais, um bem magro e um gordinho, que teriam algumas falas em chinês, e receberiam, cada um, ¥300 – o equivalente a R$ 75,00. Acabou não rolando, por causa do meu chinês, e eu adiei a minha estréia no cinema asiático. Bom, até agora eu não sei qual seria o meu personagem, o magrinho ou o gordinho. Eu até perguntei, mas ela não respondeu, apenas riu.
13
Sep07
Uma viagem pela margem do Novo Chico
Caroline e Ticiani, duas estudantes de jornalismo da Universidade Federal de Santa Catarina, resolveram botar os pés na estrada pra fazer o trabalho de conclusão de curso. Elas estão percorrendo de carro, por um mês, a margem pernambucana do Rio São Francisco. Serão ao todo 500 quilômetros e dez municípios. Seu objetivo é contar sobre as pessoas que vão ter suas vidas afetadas pela obra. A aventura jornalística pode ser acompanhada no blog Às margens da transposição.
Fiquei encantado com a ousadia e a relevância da proposta. Esta pauta estava “caindo de madura”, como se diz entre os coleguinhas. O Brasil é um mundo de histórias a serem contadas, de gente simples e anônima que rala de sol a sol pra sobreviver e criar a família – neste caso, bote sol nisso! Quando essas pessoas vivem no entorno de um polêmico megaprojeto de engenharia, o registro de seus depoimentos ganha uma dimensão social e histórica importante.
Acho bacana a narrativa em primeira pessoa. Elas se colocam na história, com suas inseguranças, expectativas e o frescor de jornalistas em princípio de carreira – com os naturais escorregões que a falta de experiência possa trazer, mas com a vantagem de estarem livres dos vícios dos profissionais calejados pelo cinismo do dia-a-dia. As descrições do cotidiano da viagem, com seus estranhamentos e choques culturais, são saborosas. No dia 12, em Lagoa Grande, por exemplo:
(…) deparamos com uma espécie de mirante no Velho Chico. Não hesitei. Parei o carro e desci para ver aquela imensidão. A Carol me seguiu no primeiro instante, mas logo pediu para que saíssemos dali, se sentia ameaçada. Um bando de meninos, entre 13 e 15 anos chegavam no local. O que inibiu a Carol, me tranqüilizou. Eram apenas guris de ‘cueca’ indo tomar banho no rio. Eles usavam o mirante como trampolim. Numa tentativa de aproximação, não fomos bem recebidas. Tentamos puxar papo com duas meninas e elas não nos entendiam ou não sabiam lidar com a situação. Percebendo que não teríamos retorno, nos afastamos e ficamos só observando a movimentação. (…)
As impressões sobre a comida, o trânsito e o clima:
É difícil uma gaúcha e uma catarinense de São Joaquim admitirem, mas o vento também nos fez passar frio.Sombra? Que sombra?
As bicicletas acham que são motos.
Farofa é onipresente.
Baião de dois não é uma refeição que dá pra dois. É uma mistura de arroz, feijão, calabresa, bacon e o que mais se quiser por dentro.
A cobertura é multimídia, com textos, fotos e vídeos – estes últimos, por enquanto, ainda não estão no blog. Gostei da apresentação de fotos com a ferramenta slide. Senti falta do RSS e de uma variedade maior da tags – acho que o critério de classificar os posts só em “editorias” subutiliza o recurso, que possibilita entradas mais intuitivas. Encontrei uma referência a “não-cultura” associada à miséria e à seca que vão encontrar pela frente. A redefinição do conceito trivial de cultura pode ser uma surpreendente descoberta das viajantes…
Uma coisa maravilhosa nesse mar de histórias é que ele oferece várias continuações possíveis, a serem feitas por elas mesmas ou por outros. Um próximo passo seria visitar locais que vão receber a água da transposição. Outra abordagem possível é fazer esses dois caminhos daqui a alguns anos, numa viagem comparativa – se possível, revisitando os personagens que apareceram na jornada anterior.
Boa viagem, meninas! Desejo que esta viagem abra portas pra muitas outras. Abraços de um pernambucano na Ilha de Santa Catarina.
p.s.: “Transposição do rio São Francisco” tem 187 mil referências no Google.
01
Sep07
Diários do Paquistão
Em 2004 tive a satisfação de conhecer o jornalista e cientista social Leonardo Sakamoto quando ele colaborou com uma publicação que editei sobre trabalho escravo. Ele coordena a ong Repórter Brasil, dedicada ao jornalismo social. Sua atuação como profissional e ativista em defesa das pessoas injustiçadas já lhe rendeu o reconhecimento da OIT (Organização Internacional do Trabalho) e o Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos. Como se não bastassem a consistência, o rigor técnico e a coragem de se arriscar pelo que acredita, o cara também escreve bem demais.
Uma boa oportunidade para conhecer seu trabalho é a reportagem especial Diários do Paquistão. Acompanhado de Xavier Plassat, da Comissão Pastoral da Terra (outra personalidade fascinante, um herói dos despossuídos da Amazônia), Leo Saka passou nove dias no país asiático. Eles foram conhecer projetos de combate ao trabalho forçado por lá – estimativas apontam que há 1 milhão de paquistaneses escravizados. As impressões dos dois sobre o tema – e também sobre o povo, a cultura, a política e a religião – são uma leitura que recomendo com ênfase.
p.s. 1) Leonardo Sakamoto mantém um blog sobre trabalho decente, meio ambiente e questão agrária, onde também reproduziu o relato.
p.s. 2) Sobre o papel da imprensa no combate ao trabalho escravo no Brasil – me alegro de ter contribuído com a causa -, leia aqui.
p.s. 3) Levei três horas pra escrever estas linhas, com pausas pra trocar fralda, botar a janta dos meninos, encaminhar banho, escovação de dentes e ida pra cama.
p.s. 4) Miguel acaba de me dizer: – Pai… Te amo.
10
Aug07
Joseph Conrad: ‘Juventude’
Entre um gole e outro de vinho, Marlow, narrador de várias histórias do escritor Joseph Conrad, conta a quatro amigos sobre sua primeira viagem num navio cargueiro ao Oriente, quando tinha vinte anos de idade. A incrível aventura e a impressão que causou no marinheiro são o enredo de Juventude (L&PM Pocket, 2006, 80 páginas). Foram os seis reais mais bem empregados dos últimos tempos. Trecho:
“Desde então tenho sentido o seu fascínio; vi as misteriosas praias, a tranqüila água, as terras dos povos morenos, onde uma furtiva Nêmesis espreitava, perseguindo, dominando tantos homens de um raça conquistadora que se orgulha de sua sabedoria, do seu conhecimento, de sua força. No entanto, para mim, todo o Oriente está contido nesta visão da minha juventude. Está tudo nesse momento em que abri meus olhos juvenis sobre ele. Chegava ao Oriente depois de batalhar contra o mar – e eu era jovem, e eu o vi olhando para mim. É tudo o que restou. Apenas um momento – de juventude! Um raio de sol sobre uma costa estranha, o tempo de lembrar, o tempo de suspirar e… bem, adeus! Noite – adeus!”
06
Aug07
O Brasil em pedacinhos, pronto pra montar
Aos quatro anos, antes de ser alfabetizado, aprendi com meu pai a localizar no mapa todos os estados do Brasil. Numa fantástica viagem de navio do Ceará ao Amazonas, pra onde nos mudávamos, tive a oportunidade de acompanhar a rota com a ponta dos dedos e ainda divertir os passageiros. Vem daí meu fascínio por tudo relacionado a mapas, aventuras e viagens. Parece que o Miguel herdou isso de mim. Com a vantagem que ele agora tem à disposição o Google Earth, o Google Maps e sabe lá o que mais virá. Mas eu tava procurando alguma coisa mais lúdica, fácil de manejar. Eis que a Giorgia deu a dica desde jogo: um quebra-cabeças em que as pecinhas são os estados. Alô alô professores, confiram isso! Maneiríssimo.
02
Aug07
Dia 131: o fim da estrada
No dia 27 de julho o amigo Serginho Severino chegou a Prudhoe Bay, no Alasca, ponto final de seu desafio Caminhos das Américas. Já está a caminho de casa, sempre que possível por novas estradas. Ele colocou várias fotos lindas da viagem em sua galeria no Picasa Web. A aventura continua.
03
Jul07
Caminhos das Américas: a viagem continua
Depois de uma capotagem na Guatemala – da qual saiu ileso, mas não seu Land Rover – Serginho Severino se prepara pra prosseguir a viagem rumo ao Alasca.







