08

Feb

10

Migração em andamento: resenhas

Tenho aproveitado umas horinhas livres pra fazer aos poucos a migração do blog antigo pra este, com a ajuda inestimável do desenvolvedor web Fabrício Boppré, voluntário na empreitada do novo DVeras em Rede. Neste fim de semana, salvei diversas resenhas de livros que estavam dispersas no Blogger, em Googlepages e em outros sites, reunindo-as em páginas novas no WordPress. Uma parte delas foi escrita em 2001 quando eu fazia frilas para a Editora Rocco – são, portanto, resenhas-releases, mas selecionei só os textos sobre livros de que realmente gostei e recomendo. Entre meus favoritos, As consolações da filosofia, de Alain de Botton, e A política do rebelde – tratado de resistência e insubmissão, de Michel Onfray.

Há também algumas resenhas que bloguei mais recentemente, como as impressões sobre e o livro de contos Meias vermelhas & histórias inteiras, de Marcos Donizetti, e sobre o livro de poemas Os mortos na sala de jantar, de Ademir Demarchi, no início de 2008. Falta ainda compilar muita coisa, não há pressa. Penso em também reunir anotações de leitura, posts em que reúno trechos que me marcaram em diversas obras. Em mudança de pobre, sempre se perde alguma coisa pelo caminho. Marquei bobeira ao não ter salvado os textos que estavam arquivados na extinta Geocities. Cheguei a recuperar alguns usando o Internet Archive, um fantástico “túnel do tempo” que tenta preservar a memória da grande rede – mas não faz milagres.

Enfim, continuamos em obras. Enquanto não volto a postar com mais regularidade, talvez algumas dessas dicas de leitura possam ser úteis. Deixo com você três consolações da filosofia como degustação para o livro de Alain de Botton, que continua tão atual quanto Epicuro, Sêneca e Nietzsche:

Epicuro e sua filosofia da busca de felicidade pelo prazer são um alento para quem tem pouco dinheiro. Segundo o epicurismo, a felicidade é relativamente independente dos bens materiais. Os ingredientes essenciais para uma vida agradável são a amizade, a liberdade e a reflexão serena sobre as principais fontes de ansiedade – morte, doença, fome, superstição.

Consolação para a frustração aborda a vida de Sêneca, cuja obra é permeada por uma única tese: a de que suportamos melhor as frustrações para as quais nos preparamos e somos atingidos principalmente por aquelas que menos esperamos. O filósofo romano propôs que se tenha sempre em mente a possibilidade de uma tragédia e que não se deve surpreender com nada: “O que não pode ser modificado precisa ser suportado”.

Consolação para as dificuldades resgata as idéias de Friedrich Nietzsche, para quem é impossível atingir uma vida plena sem passar por grandes períodos de dificuldade. Nietzsche utilizava uma analogia com a jardinagem para ressaltar a importância da valorização dos elementos negativos da vida humana: “Se fôssemos ao menos terrenos férteis, não permitiríamos que nada se tornasse inútil e veríamos em cada acontecimento, em cada coisa e em cada homem um adubo bem-vindo”.

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