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Feb

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Minhas idiossincrasias (après Brüggemann)

Tenho atração por certas assimetrias, como quadros tortos nas paredes e pessoas ligeiramente vesgas. Gosto de arrancar ervas daninhas quando estou sentado na grama (pensando na inutilidade disso). De rasgar rótulos de cerveja começando pelos cantos. De desenhar coqueiros. Sempre corto laranjas em quatro partes, descasco e depois corto em mais quatro. Jogo fora as canetas no ato quando elas falham mais de uma vez. Nunca deixo meus chinelos virados pra baixo. Tenho certa tendência incendiária – adoro fazer fogueira, pra assar peixe ou só pra ver o fogo. Telefono pra alguns amigos em horas impróprias. Visito uns poucos em horas mais impróprias ainda. Leio vários livros ao mesmo tempo e os deixo espalhados pela casa, numa bagunça ordenada. Raramente compro o que me oferecem sem ser solicitado. Não uso relógio, anéis, brincos ou colares – mas acho bonito quem sabe usar bem. Gosto de cheiro de cabeça de neném, de livro novo, de mato molhado e de café torrando. Tenho crises de espirros com poeira. Horror a cômodos sem janelas, gente arrogante, rotina burra. Gosto de quase todas as frutas, mas se melão fosse extinto, não me faria falta alguma. Detesto fazer compras, mas curto passear em livrarias, lojas de ferragens e de traquitanas tipo 1,99. Não tomo leite nem ponho açúcar no café. Fico alterado na lua cheia. Água corrente me acalma. E por hoje chega.

Inspirado no texto sobre as idiossincrasias do Fábio Brüggemann

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4 Responses:

  1. Em 11/02/11, 23:29, Fifo Lima disse:

    estou vindo do fábio, passei por aqui, gostei demais do teu texto, e estou seguindo para o christofoletti.

  2. Em 11/02/11, 17:12, Rogério Christofoletti disse:

    Sensacional! Gostei, peguei pra mim e a coisa tá virando um meme… veja por lá…


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